Se eu pudesse adicionar um filme na lista de indicados ao Oscar deste ano, eu teria colocado Animais Noturnos. Assisti ele tem um tempinho e só lembrei agora que eu tinha esquecido completamente de falar pra vocês aqui no blog. É um filme inteligente e muito interessante, envolve mistério, histórias e tem atores de peso no elenco e é basicamente isso que motivou eu assisti-lo. 🎞📽

O longa gira em torno de Susan (Amy Adams) uma artista de sucesso, casada, tem uma filha e um dia recebe um livro misterioso escrito pelo ex-marido. A cena de introdução do filme serve visivelmente para chamar atenção, pois mostra mulheres acima do peso nuas e dançando, na verdade são mulheres com muito excesso de pele e peso, usadas na exposição da galeria de Susan, mostrando seu sucesso, algo que não existia quando estava com seu primeiro marido, o escritor Edward (Jake Gyllenhaal).

À medida em que Susan vai lendo o livro, vamos vendo cenas de flashbacks com o casal, mostrando os motivos que levaram a separação e o quanto a protagonista o considerava fraco. No livro, Tony (Jake Gyllenhaal) é um homem que estava viajando à noite com sua mulher e filha, numa estrada deserta e são encurralados por três homens. Todo suspense e angustia que a família vive traz a sensação de desespero e sufoco. O que acontece na estrada marca para sempre a vida de Tony, que depois de muito tempo ainda conta com a ajuda do Xerife local para buscar pelos homens daquela noite.

Aos poucos entendemos como a vida de Susan é vazia. Toda expectativa é construída para uma possível mesclas de histórias paralelas: a do livro e da vida de Susan, mas as histórias não se intercalam como gostaríamos. Outro ponto marcante do filme que é possível perceber, Susan é rodeada por poucas cores, numa estética que dialoga com o vazio de sua vida, sem emoção. As poucas cores que aparecem são escuras e também combinam com sua personagem. Conforme Susan vai lendo a história de Tony, começa a entender que fez escolhas erradas na vida.

Confira o trailer:

Excelente atuação de Amy e Jake, a fotografia do filme é extremamente precisa em suas cores e foco, acho que Tom Ford fez um ótimo trabalho por trás disso. É um filme para quem realmente ama cinema, pois envolve suspense, thriller psicológico criado de uma forma que nos prende do começo ao fim. 😁😁

Já assistiram?

Depois de uma temporada longa acompanhando os filmes do Oscar, ótimos filmes na lista por sinal.  Hoje, voltamos para a programação normal de indicar filmes e voltar com os 3 últimos assistidos no Netflix, eu acabei não assistindo nada por lá porque os indicados do Oscar tomaram meu tempo, logo tudo volta aos conformes, combinado? 😉

A escolha de hoje é o filme Beleza Oculta que mostra a história de Howard (Will Smith) um publicitário de sucesso que vê seu mundo acabar depois que perde a filha de 6 anos, logo ele apresenta sinais de alucinação e depressão. Seus sócios e amigos na agência Whit (Edward Norton), Claire (Kate Winslet) e Simon (Michael Peña) procuram uma maneira de ajudá-lo, ao mesmo tempo em que se encontra em uma situação complicada na profissão.

Howard acaba participando de um grupo de apoio comandado por Madeleine (Naomie Harris), enquanto passa a escrever cartas, não para as pessoas, mas tentando de alguma maneira expor seus sentimentos, dividindo elas em Amor, Tempo e Morte que se materializam nas figuras interpretadas por (Keira Knightley, Jacob Latimore e Helen Mirren).

A narrativa não aprofunda tanto nas situações, apenas mostra exemplos de como as coisas realmente são. A perda de pessoas que amamos, o tempo que poderíamos ter ficado com elas, a dor, o choro escondido, a morte entre outros sentimentos que nos rodeiam. É uma história simples, que traz reflexão, valores e principalmente emoção pra quem passa/passou por alguma história compartilhada no filme.

Li muitas críticas negativas, mas desconfio de todas até assistir o filme e ver com meus próprios olhos e tirar as minhas conclusões. Will Smith novamente arrasa mais uma vez nas telonas, consegue transmitir o sentimento de dor que vive. Adoro filmes gravados em Nova York e esse foi um dos motivos que me fez assistir. Acho que a trilha sonora poderia ter sido melhor. O trailer abaixo pode te fazer chorar, tá? 😭

Já assistiram?

Oi pessoal, como estão? Estou dando uma passadinha rápida aqui para falar sobre o último filme da Maratona Oscar de 2017. La La Land – Cantando Estações (La La Land, 2016) foi indicado em treze categorias da premiação, tendo faturado seis prêmios, incluindo melhor diretor e melhor atriz. E de quebra o filme ainda foi um dos protagonistas do maior climão que já rolou no Oscar, quando recebeu o prêmio de melhor filme, que logo após alguns minutos foi dado para Moonlight – Sob a Luz do Luar.

La La Land – Cantando Estações conta a história de Sebastian (Ryan Gosling) e Mia (Emma Stone), dois jovens em busca de novas oportunidades para suas carreiras na cidade de Los Angeles. Sebastian é um pianista de jazz que aceita um trabalho medíocre em um restaurante para juntar dinheiro para abrir o próprio clube de jazz, e Mia é uma aspirante a atriz que trabalha como barista em um café aos arredores de um conceituado estúdio. Entre fracassos, frustrações e muita música os dois se apaixonam loucamente e começam a apoiar um ao outro na busca para a realização de seus sonhos.

La La Land – Cantando Estações é um filme bom e eu entendo todo o sucesso que ele está fazendo. Tenho alguns amigos que detestam o estilo musical, mas no momento só sabem falar de como o filme é um dos melhores que eles assistiram nos últimos tempos. Eu como uma apaixonada por musicais, fico feliz de ver La La Land trazendo novos amantes para o gênero. Mas eu confesso que saí do cinema sentido falta de alguma coisa no filme. Não me levem a mal, a fotografia é linda, a trilha sonora é boa, mas tá faltando alguma coisa. Até o final é bom! Não é aquele clichezão que todo mundo achou que fosse ser. Enfim, eu senti falta de um algo a mais.

A dupla Emma Stone e Ryan Gosling tem tanta química em cena, que sério. Você termina o filme falando ‘casem-se, por favor!’. Eu amo os dois juntos desde Amor a Toda Prova (2011). O prêmio de melhor atriz para a Emma foi mais que merecido. Fiquei muito feliz por ela ter ganho. A indicação do Ryan foi justa também. Os dois tiverem que aprender tantas coisas para a produção do filme. Inclusive, desafio todo mundo a escutar a trilha sonora e não passar uma semana cantando “city of staaaars, are you shining just for mee?”. (Aposto que já estão cantando…)

Aliás, não posso encerrar esse texto sem exaltar a fotografia maravilhosa do filme. O cenário de Los Angeles é lindo, é um cartão postal atrás de outro. E, além disso, ainda tem a colorização absurda que foi feita. Depois dêem um google no antes e depois do filme e fiquem de boca aberta. O diretor, Damien Chazelle, usou todos os recursos possíveis ao seu favor e fez isso muito bem.

Confira o trailer:

Alguém já assistiu La La Land – Cantando Estações? O que achou?

Espero que tenham gostado da Maratona Oscar desse ano. Ano que vem tem mais.

Beijos.

Vamos falar do filme vencedor do Oscar? Depois de toda polêmica ocorrida na premiação, quem viu ao vivo, viu! Eu também achei que a pessoa tinha lido errado quando mencionaram La La Land, e foi bem isso que aconteceu. Moolight: Sob a Luz do Luar, não foi o meu favorito, mas agrada por possuir uma história interessante e o que eu mais gostei foi a fotografia, é praticamente um encanto pra quem ama essa arte. 📽🎞

O filme também surgiu a partir de uma ideia de uma peça teatral (não lançada) divide a vida do personagem em 3 capítulos, seu principal foco é a busca por autoconhecimento, algo universal, inerente à vida de qualquer ser humano, independente da cor da pele. Podemos conhecer a história de Chiron (Alex Hibbert) que mora numa comunidade pobre de Miami, bem na época da explosão do crack dos anos 80. Na adolescência, quem assume é (Ashton Sanders) em uma performance exagerada e menos sutil que transparecia.

O longa mostra as questões de raça, preferência sexual e ganha contornos complexos, mostrando a vida de uma mãe solteira sobrecarregada de trabalho que usa a droga como escape. Entre um mundo externo perigoso e lares desfeitos, Chiron parece não ter qualquer escapatória a não ser a de se corromper pelo meio em que vive. Moonlight promove uma perspectiva de uma Miami com tonalidades fortes e deprimentes da fotografia de James Laxton, uma espécie de versão periférica de Christopher Doyle e variando com a música clássica a Caetano Veloso. 💕

Confira o trailer:

Já assistiram?

A premiação do Oscar já passou mais faltou falar de alguns filmes que foram indicados e um deles que eu curti bastante foi Fences, traduzido para nossa língua como Um Limite entre Nós. É um filme inteligente, com bastante diálogo, ótimas atuações e que nos faz pensar sobre várias situações de nossa vida. ❣️👀😢

Dirigido e protagonizado pelo artista Denzel Washington, o longa fala sobre a vida de Troy Maxson (Denzel Washington) aborda seus conflitos, convicções e suas relações conturbadas e cheias de princípios com sua família. Baseado numa peça teatral de grande sucesso escrita por August Wilson (que assina o roteiro), o filme tem momentos de poesia que nos faz pensar sobre nossa vida e nossos sonhos, esse imenso mundo cheio de (a)diversidades em que vivemos.

Ambientado na década de 50 nos Estados Unidos, acompanhamos a trajetória de Troy Maxson (Denzel Washington) um homem analfabeto, que foi preso por anos, e depois trabalhou todos os dias para sustentar sua família, de origem humilde, em um bairro familiar norte americano. Frustrado toda vida por não conseguir ter sido um jogador de baseball profissional, com todo o talento que tinha, seu destino lhe reservou outra história e assim ele vive com sua mulher Rose Maxson (Viola Davis) e seus dois filhos, além de ter que cuidar do irmão Gabriel (Mykelti Williamson), um ex-combatente do exército que voltou com problemas da guerra.

Mesmo com atitudes impulsivas, Troy é o retrato de grande parte dos trabalhadores americanos de origem humilde na década de 50, lutando contra preconceitos e esperando por novas chances. Podemos fazer uma analogia com os tempos atuais de crise pelo mundo todo. O filme ganha momentos dramáticos quando Troy conta para sua esposa, que terá um filho em breve de uma amante. A partir desse ponto, muita coisa muda na visão de Rose mesmo Troy tentando se manter firme em suas atitudes.

É um espetáculo de atuação de ambos Viola e Denzel (merecia o prêmio de melhor ator, tá?), a história é surpreendente do começo ao fim. Mesmo possuindo algumas cenas bem cansativas, consegui me manter firme e assistir até o final. Recomendo o filme pra quem realmente ama diálogos longos, história e reflexão! 🤔

Confira o trailer:

Já assistiram?

Continuando nossa frenética Maratona do Oscar 2017, aliás a premiação acontece neste domingo dia 26 de fevereiro. Eu falo como se fosse realmente convidada hahaha, mas sou somente uma espectadora que adora o frenesi desta linda festa. Antes de falar do filme de hoje, aviso pra vocês que serão resenhados dois filmes após a celebração, espero que não tenha problemas pra vocês, tá? 😁

Desmond Doss (Andrew Garfield) é um filho de um ex-combatente da I Guerra Mundial, seu pai após voltar da Guerra tornou-se um homem alcoólatra e violento, sua mãe por outro lado era uma verdadeira cristã e criou seus filhos no ambiente cristão. Doss foi criado na igreja Adventista do Sétimo Dia, era um bom cristão, uma pessoa do bem que acabou se apaixonando pela enfermeira Dorothy Schutte (Teresa Palmer), não demorou muito e logo ele disse que a amava e queria se casar com ela. Além disso, Doss prometeu a Deus que não pegaria em armas, devido ao seu trauma de infância, acontece que ele queria ser médico e servir sua nação como todos os outros amigos, porém não deixando de lado suas ideias de não matar e manter sua fé.

Foi no exército que Doss, foi considerado um homem de consciência, título que se dá a pessoas que seguem fortemente uma crença e que não abre mão dela por nada. No entanto, quando o sargento Howell (Vince Vaughn) e o soldado Smitty (Luke Bracey) são feridos ou têm seus membros destroçados por uma granada, é Desmond quem corre para fazer torniquetes e aplicar morfina.

O filme possui uma história de forte drama, ação, fé e romance. E questiona se existe espaço para a paz em meio à guerra, assim como existe espaço para a religião enquanto homens se matam o tempo todo. Podemos perceber que é uma das produções mais bonitas feita por Mel Gibson atualmente, um longa que passa uma mensagem de coragem, determinação, fé em Jesus e amor ao próximo. 🙏🙏💪💞

Gosto bastante dos filmes do Andrew, sinto que ele se dedica ao máximo e ele consegue mostrar neste papel. Mesmo não sendo o meu filme favorito com ele (tô acostumada com os papéis fofinho dele hahaha 😂😂). Se você gosta de ação, guerra, tiros e bombas é uma ótima pedida com a pipoca. O filme também não é o meu queridinho, mesmo eu curtindo filmes neste estilo, mas acredito que recebe prêmios e pode até ser o vencedor.

Confira o trailer:

Já assistiram?