Minha última leitura da semana passada foi Ansiedade – Como Enfrentar o Mal do Século do autor Augusto Cury. Costumo intercalar minhas leituras com obras nacionais e internacionais e também fazia tempo que eu não lia um livro de auto-ajuda como estes do Cury com lições, reflexões e aprendizagem.

“Quem impõe suas ideias, seja através do tom de voz exacerbado, da pressão social, da pressão financeira, de cobranças excessivas ou de discursos intermináveis, não é autor da sua própria história nem formador de pensadores, mas formador de servos, de pessoas passivas, intimidades, submissas.” página 85

Como enfrentar o Mal do Século? É com esta pergunta que o livro segue toda narrativa. Cury aborda a Síndrome do Pensamento Acelerado (SPA) a teoria construída pelo próprio autor que explica este mal que vem atingindo a chamada sociedade “Fast Food”, no qual tudo acontece rápido e as informações são instantâneas e passageiras. Cury menciona que não queremos mais separar um tempo para nós, para dialogar com as pessoas em nossa volta. Deixamos nossos próprios afazeres, porque desejamos que tudo aconteça na velocidade da luz.

ansiedade

Cury ressalta que a ansiedade é um mal visível para a sociedade e que 80% dos indivíduos são atingidos por ela. Muitos pensaram que a Depressão seria o mal da humanidade, mas está provado que a (SPA) alcança números assustadores. Ele ressalta a importância de dialogar com o nosso EU, pois a maioria das doenças emocionais do ser humano envolve o EU fragilizado. Um EU sem autocontrole, que cria expectativas e não narra sua própria história.

Além disso, Cury nos ensina o exercício do Duvidar, Criticar e Decidir (DCD). Toda vez que pensamos ou imaginamos alguma coisa, geralmente fantasiamos e isso se transforma em antecipação. O autor garante que 90% do que sonhamos não acontece e apenas 10% acontece de uma forma completamente diferente do que pensamos. Portanto, devemos parar de arquivar memórias ruins e reconhecer nossas fragilidades, admitir nossas loucuras e nos educar.

“Férias, para serem “férias” para valer, devem limpar a mente, tranquilizar a emoção, ter doses elevadas de prazer, sono, reposição de energia e descanso.” página 145

A leitura é surpreendente. Cury destaca todos os tipos de EU, comportamentos e atitudes que temos, através dessa doença invisível. A melhor maneira é desacelerar do tempo e viver um dia de cada vez com menos computador e celular e mais histórias físicas e verdadeiras.

Eu me enquadrei em vários pontos descritos no livro e afirmo, sou uma pessoa ansiosa. Sofro por antecipação e isso piora 10 vezes mais um problema pequeno que se torna gigantesco.

E você, é ansiosa? Já leram este livro?

Demorei e enrolei demais para finalizar o livro deste post.  A leitura foi feita em PDF, ainda não estou acostumada com leituras digitais (amo livro de papel ). Estava afim de uma leitura mais reflexiva e com detalhes importantes de história e sabedoria. O escolhido foi A Costureira de Khair Khana, quem lê o título não deve gostar tanto, mas garanto à você a leitura é inspiradora e surpreendente.

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O livro retrata a vida de Kamila e seus familiares, em um período político de grandes conflitos e controle na cidade de Cabul. Uma realidade com muitas dificuldades, violência e mudanças imposta pelo regime Talibã às mulheres afegãs. Kamila é uma jovem professora e batalhadora que luta para conquistar seus sonhos. Impedida pelo regime de fazer tudo, ela procura criar alternativas de sobrevivência para ajudar sua família e outras inúmeras mulheres que assim como ela, precisam manter suas famílias.

“Paz e uma chance de perseguir nossos sonhos, Kamila pensou consigo mesma, uma noite em que as explosões que faziam tremer o chão em que pisava, pareciam não ter fim. Isso é tudo que podemos ousar esperar.” (página 111)

Até que um dia, Kamila compartilha a ideia com sua irmã Malika e juntas resolvem trabalhar com costura. A ideia é arriscada, já que desobedece leis e ordens. Porém, Kamila abandona o medo e vai à luta correndo atrás de pessoas que desejam comprar e vender roupas femininas para o comércio local. Tudo isso para manter seus cinco irmãos e dar oportunidade a milhares de mulheres que não podiam estudar e muito menos sair de casa.

Os hábitos, palavras (inclusive há várias delas escritas no livro) e a cultura do local são descritos em detalhes e com muita clareza. E nos faz compreender que no meio de tanto caos a vida seguia e aos poucos o empreendimento de Kamila contribuía para a transformação de um país. Através de todos estes problemas como fome, miséria e desanimação, Kamila conseguiu lutar e transformar não só sua história, como também a história de todas as mulheres do Afeganistão.

**A biografia é verídica, todos os relatos e informações foram pesquisados pela jornalista Gayle Lemmon, contém 132 páginas. A história aconteceu entre os anos 1995 e 2001.

A leitura fluiu super bem, o livro é cativante e muito interessante. Vocês já leram? Gostam de leituras neste estilo?