Para ler: Anjo Mecânico

Bom dia, pessoas lindas! Depois de uma semana sem Dia de Brilho, voltamos com tudo! Hoje eu vim compartilhar com vocês uma prequela¹ da série Os Instrumentos Mortais, onde vocês já conferiram uma resenha sobre o primeiro livro, Cidade dos Ossos, aqui no blog!

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Trata-se de Anjo Mecânico, primeiro livro da série As Peças Infernais, que se passa na Londres Vitoriana em 1800 e bolinhas e conta a história de Tessa Gray (O sobrenome é familiar a vocês que já leram os livros de Os Instrumentos Mortais?), uma garota que possui habilidades metamórficas e é forçada a usar seus poderes para ajudar uma dupla de irmãs maquiavélicas. Tessa não tem escolha a não ser ajudar essas irmãs, pois elas seqüestraram também o seu irmão, Nathaniel.

Na leitura podemos perceber a semelhança de Tessa com Clary, ambas se vêem em um mundo sobrenatural e acabam se envolvendo com Caçadores de Sombras, que explicam a elas sobre esse novo universo. Nesse primero contato com os Caçadores, Tessa conhece Will, o personagem principal. Ele a resgata da casa das irmãs e a leva para um local seguro, um lugar onde vive com outros Caçadores de Sombras, a London Clave.

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Há similaridades claras com Jace de Instrumentos Mortais, ele é um lutador confiante e jovem impetuoso que continuamente mostra a Tessa o caminho errado, até o ponto em que ela está prestes a cair em seus braços. No entanto, Tessa e Will estão longe de ser um casal que transparece harmonia como Clary e Jace, talvez até pelo tempo em que se passa a história, onde existiam todos aquelas regras de comportamento e a importância do que as pessoas iam pensar. Durante toda a leitura eu fiquei encantada com Will Herondale e sua semelhança com Jace, que apesar de ter sobrenome Lightwood por criação, é um legítimo Herondale. Diversas vezes me peguei comparando os dois e não consegui decidir entre um preferido. Talvez Jace, por ter chegado primeiro hahaha.

O mistério e aventura que fazem parte da trama giram em torno de uma trama nefasta para construir um exército de robôs. Ao decorrer do livro, descobrimos sobre um grupo que quer roubar a pele de seres humanos mortos para vestir as supermáquinas acusando-os de usar energias demoníacas para dar aos autômatos uma inteligência artificial. É certamente fantástico o suficiente para satisfazer qualquer fã de fantasia urbana – embora qualquer fã de mistério que se preze. Além de tudo, mostra o passado dos Caçadores de Sombras e quando tudo começou. É uma história muito intrigante e bem escrita, devo dizer.

Prequela¹: É um termo para se referir a uma obra artística que contém elementos passados no mesmo universo ficcional, ou universo paralelo, segundo o contexto que uma narrativa prévia completa, desde que esses elementos ocorram anteriormente aos narrados no primeiro trabalho.

Observação: E pra quem é fã dessas duas séries e da querida autora Cassandra Clare não pode perder a estreia (que acontece nesse mês, dia 21 de Agosto) do filme “Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos” com Lilly Collins (Clary) e Jamie Campbell Bower (Jace) no elenco! Confira o trailer abaixo!

Espero que tenham gostado da dica e até semana que vem 🙂

Beijinhos!

Oi gente linda, como estão? Esse clima de férias é ótimo pra fazer tudo que a gente gosta, né? Essa semana fui ao cinema duas vezes e quase quis pedir por socorro no primeiro dia quando vi o shopping tão cheio. Eu fiquei mais de uma hora na fila do ingresso. Isso não é legal. Mas eu não vim falar dos filmes que vi essa semana (eu deveria, mas resolvi esperar um pouco), vim indicar mais uma série para vocês, que assim como eu amam ficar em casa e fazer maratonas eternas.

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Once Upon a Time é a série que muita gente ama falar mal, mas nunca assistiram nenhum episódio. O problema dessas pessoas com a série é a premissa dela, falar de contos de fada. Eu não vejo isso como um problema, vejo como uma motivação, porque eu cresci assistindo todos os filmes da Disney e lendo contos de fada. Então logo de cara eu amei a proposta de tudo e sai correndo para assistir. Porém nada do que aparece na série é igual aos filmes da Disney ou aos contos bonitinhos que eu lia quando criança. Os roteiristas da série apresentam tudo sob uma nova perspectiva que faz o espectador ficar curioso para o próximo episódio.

A série se passa em Storybrooke, uma cidade fictícia que fica em Maine, para onde os personagens dos contos de fadas foram transportados através de uma maldição que a Rainha Má (Lana Parrilla) lançou para se vingar da Branca de Neve (Ginnifer Goodwin) e do Príncipe Encantado (Josh Dallas). Porém nenhum deles sabe que são personagens desses contos. A única que pode quebrar essa maldição e restaurar a memória de todos é Emma Swan (Jennifer Morrison), que é filha do casal principal, e foi mandada para o “mundo real” antes que o mundo dos contos fosse amaldiçoado.

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Cada episódio mostra a história de um personagem diferente. Parte do episódio é composto por um flashback contando detalhes da sua vida na “Floresta Encantada”, mostrando eventos que precederam a maldição e a outra parte mostra o que o personagem se tornou no “mundo real”. Aliás, essa é uma das coisas mais legais da primeira temporada. É quase um jogo de adivinhações. Você vê um personagem em Storybrooke levando uma vida pacata e logo se pergunta de qual conto de fadas ele faz parte e quem ele é na história. Os episódios da Chapeuzinho Vermelho (Meghan Ory) e do Chapeleiro Maluco (Sebastian Stan) são os meus favoritos.

Uma das coisas que mais chamou a minha atenção na série foi o modo de contar cada conto. Os roteiristas não ficam completamente presos às histórias que estão nos livros e que todos estão cansados de saber. Eles sempre acrescentam um “algo a mais” a história. Por exemplo, a história da Rainha Má. Eles vão além daquela história que a madrasta da Branca de Neve quer ser a mais bela do reino. Em Once Upon a Time, a Rainha Má quer acabar com tudo que há de bom da vida da moça e ser a única a ter um final feliz, por isso ela lança a maldição. Para ela ter o controle de tudo e de todos.

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A primeira temporada é praticamente toda composta na apresentação dos personagens. Cada episódio trás uma história nova, mas todas estão ligadas a busca de Emma para quebrar a maldição. Já na segunda temporada, após Emma conseguir acabar com a maldição e trazer de volta as lembranças de todos, eles não voltam para a “Floresta Encantada” como era o esperado e, além disso, agora Storybrooke acaba ficando exposta e começa a receber visitas que não são os maiores fãs de magia no mundo e tentam de tudo para acabar com a cidade. Sem contar que novos personagens são apresentados como a Mulan (Jamie Chung) e o Capitão Ganho (Colin O’Donoghue). Para a minha felicidade a terceira temporada foi confirmada e eu mal posso esperar para que 29 de setembro chegue logo, porque ao que tudo indica seremos apresentados á um novo mundo, a Neverland.

Uma das novidades para esse ano é que a série ganhou um spin-off, Once Upon a Time in Wonderland, que é baseado no conto que dá sequência ao livro de Lewis Carroll, “Alice Através do Espelho”, que vai mostrar as aventuras de Alice (Sophie Lowe) antes da maldição da Rainha Má ser lançada. Aparentemente a ideia dos criadores para esse spin-off é que ele se foque em um conto de fadas por temporada, tipo American Horror Story (FOX). Ontem saiu a data de estreia e vai ser no dia 10 outubro.

Já conheciam a série? Espero que gostem. Semana que vem tem mais.

Beijos.

Mais Meg Cabot, por favor!

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Olá gente linda, como vocês estão? Todo mundo de férias, dormindo 12h seguidas e sendo feliz? Queria isso pra mim, mas esse negócio de estudar pra concurso acabar com a nossa vida. Enfim, vamos falar de coisas boas. Essa semana eu resolvi sair da minha zona de conforto e resolvi indicar livros para vocês.

Quem nunca ouviu falar de Meg Cabot? Se você não sabe quem é, por favor, sente-se ali no cantinho e pense sobre o que você tem feito na vida. Okay, estou brincando, mas sempre vou achar muito estranho alguém me falar que não conhece a fofíssima da Meg. Ela é definitivamente a minha escritora favorita. Já li tantos livros dela que foi até difícil escolher de quais eu falaria hoje. Resolvi falar de uma das minhas séries favoritas, a do garoto.

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1 – O Garoto da Casa ao Lado (2004)                                                             

Esse livro conta a história de Melissa Fuller, uma jornalista de celebridades que está prestes a perder o emprego por conta de seus diversos atrasos. Numa certa manhã, Mel está atrasada pela 37ª vez, mas dessa vez ela tem uma desculpa muito boa: ela estava socorrendo Helen Friedlander, sua vizinha de oitenta anos, que entrou em coma por ter levado uma pancada na cabeça após um misterioso atentado. Mel, como uma boa jornalista, já enxerga esse caso como um gancho para uma grande matéria sobre as velhinhas indefesas de Nova York. Ela faz de tudo para que seu editor publique a matéria, mas antes disso ela precisa entrar em contato com o sobrinho da senhora Friedlander, Max Friedlander, que supostamente estava no apartamento para cuidar dos bichinhos da velhinha. O que Mel não sabia era que quem estava no apartamento para tomar conta de tudo era John Trent, um rapaz muito bem apessoado que abdicou da fortuna da família para ser repórter polícia no jornal concorrente ao de que a moça trabalha. John estava devendo alguns favores para Max e por isso concordou e ficar no apartamento fingindo ser o sobrinho de Helen por algum tempo. Mel consegue marcar uma entrevista com Max, que na verdade é o John, e a partir daqui ela começa a ter diversos problemas.

2 – Garoto Encontra Garota (2006)

Nesse livro nós conhecemos Kate Mackenzie, assistente da diretora do RH, a TPM (Tirana, Perversa e Maldosa), mas também conhecida como Amy Jenkins. Atualmente a moça mora no sofá da amiga Jen, tudo porque o seu ex-namorado que a enrolou por dez anos se recusou a assumir um compromisso mais sério para viver um dia de cada vez (YOLO! Haha). Como se a vida de Kate não pudesse piorar, a TPM manda ela demitir a funcionária mais fofa da empresa, a doceira Senhora Lopez, que resolve processar Kate e o jornal por demissão sem justa causa. O tribunal é definitivamente o último lugar onde alguém esperar encontrar o amor, mas foi bem lá que o amor encontrou Kate. Mitchell Hertzog o advogado que representa o jornal onde ela trabalha. Kate odeia advogados, só que esse advogado em especial tem um corpo escultural e lábios muito fortes. Um dos motivos para ela detestar advogados é a falta de escrúpulos deles, principalmente quando ela é demitida por isso.

3 – Todo Garoto Tem (2007)

Aqui nós conhecemos o casal Holly e Mark que marcam uma viagem que tinha tudo para dar certo. Os dois decidem fugir para se casar em uma vila no interior da Itália, tentando evitar o conflito entre as famílias devido à diferença de religião entre elas. Para acompanhá-los como madrinha, dama de honra, melhor amiga e tudo mais, a cartunista Jane Harris, um jovem divertida que está super empolgada com a sua primeira viagem ao exterior. E como padrinho e melhor amigo, Mark convidou Cal Langdon, um jornalista internacional que passou os últimos anos em campos de guerra e vários lugares inóspitos. No aeroporto os dois já passam a se odiar profundamente. Enquanto Jane acha o jornalista um chato, um cínico que não acredita em amor e nem conhece o gato que é o personagem de quadrinhos criado por ela, a impressão que Cal tem da moça é que ela é uma mulher maluca cujo fato mais interessante que ela sabe sobre o Coliseu é que a Britney Spears gravou o comercial da Pepsi lá. O que ninguém esperava era que somente esses dois pudessem salvar o casamento de seus melhores amigos, que ficam doentes e não conseguem toda documentação necessária, para isso eles resolvem abandonar os problemas que têm um com o outros e ajudam os amigos a realizar o sonho de se casarem.

Os três livros da Meg são escritos em forma de e-mails, memorandos e diários. Todas as histórias são independentes uma das outras, ou seja, não importa a ordem na hora de ler. A única coisa que conecta os livros são os personagens, os protagonistas de um dos livros podem aparecer como secundários em outro. Visto que quase todos trabalham no mesmo jornal, o New York Journal.

A leitura deles é uma delícia. Lembro de ter demorado 1 dia lendo cada um. A Meg sabe como ninguém escrever comédias românticas leves e divertidas. O meu favorito é o Todo Garoto Tem, já que a dupla se odeia é hilário ver o jeito que Cal fala da Jane e vice versa, é possível gargalhar muitas vezes.

Gostaram das indicações? Já conheciam essa série ou algum dos livros? Semana que vem tem mais.

Beijos.

Livros para ler no inverno!

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Olá pessoas! Estou de volta após duas semanas de ausência por motivos universitários (lê-se: exploração dos professores). Enfim! Essa é a minha última semana na faculdade nesse semestre, acredito que os compromissos escolares de vocês também estão chegando ao fim.  Sinto cheiro de férias!  Já posso imaginar minhas manhãs de sono, madrugadas na internet, filmes, séries, livros… O paraíso!
Então vamos ao que interessa, leitoras. Nessa semana, véspera de férias, eu vim indicar alguns livros bem legais para vocês curtirem durante esse “winter break”.

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1 – A Última Música (Nicholas Sparks)

A Última Música conta a história de Ronnie, uma garota rebelde cujos pais se separaram e logo o pai acaba se mudando para Wrightsville Beach, North Carolina. Desde o divórcio, Ronnie não se relaciona bem com sua mãe, mas principalmente com o pai que não via há alguns anos.  Deixou para trás até mesmo sua paixão, o piano, e a vontade de um dia entrar para Julliard. Steve, seu pai, era pianista e a ensinara tudo o que ela sabia. A última coisa que ela gostaria era trazer lembranças de quando compunham juntos, o que a faria querer um tempo que não tinha volta. A mãe, disposta a mudar a situação, manda Ronnie e seu irmãozinho para Wrightsville Beach para passarem o verão com Steve.

Viajando contra sua vontade, ao chegar à cidade Ronnie apenas se aborrece mais. Cidade pequena, não há nada para fazer, aparentemente todo mundo se conhece… Ela simplesmente não achava que agüentaria ficar ali por tantos meses.

“– Oi, querida. É bom ver você.
Ronnie não respondeu.
– Não seja rude. Seu pai está falando com você. Diga alguma coisa.
Kim a repreendeu.
Ronnie cruzou os braços:
– Tudo bem. Olha só, não vou tocar piano para você.”

Steve faz o possível para fazê-la se sentir confortável, mas Ronnie permanecia relutante, sempre o tratando mal. A garota se mete em algumas confusões e conhece más companhias. Eis que surge Will, um garoto que a faz se sentir bem novamente pela primeira vez em três anos, uma brecha para que outros sentimentos substituíssem o ódio e a mágoa.

“… Will olhou pela janela.

– Você acha que poderíamos dar um passeio?

Dessa vez ela sabia com certeza que ele queria passar um tempo a sós com ela – porque ele gostava dela, mesmo sem ter certeza se ela sentia o mesmo.

Olhou bem nos olhos dele:

– Adoraria dar um passeio.”

O verão segue cheio de surpresas, incluindo uma reaproximação com Steve. A música volta à sua vida, bem como o seu humor. Ela podia ver graça novamente.
No entanto, Ronnie vê sua felicidade se desmoronar mais uma vez.

“– Se nem estava pensando em me contar, por que me fez vir para cá? Para que eu pudesse ver você morrer?
– Não, querida. É exatamente o contrário. Pedi para você vir para que eu pudesse ver você viver.”

Soa como uma história clichê, mas é um livro muito realista. Eu acredito que muitas garotas se identificam com a história de Ronnie, principalmente com a relação entre ela e os pais. O modo como Nicholas colocou a música, um elo entre Ronnie e Steve, é muito especial.

“Apesar de sua condição, ele parecia entender o que Ronnie tinha feito. Aos poucos, viu sua expressão de interrogação ser substituída por uma de deslumbramento. Ao olhar para o piano exposto em seu canto na sala, ela soube que havia feito a coisa certa. Inclinando-se, deu-lhe um beijo no rosto.
– Terminei a nossa música. Nossa última música. E quero tocá-la para você.”

 

2 – O Senhor da Chuva (André Vianco)

Minha próxima escolha é um livro cujo autor é brasileiro.

O livro conta a história de um jovem e problemático traficante, já em más condições de vida. Em seguida somos apresentados a Thal, um anjo que se une a Gregório e passam a formar um novo ser, corpo de humano e alma de anjo. Gregório começa a perceber muitas mudanças tanto físicas quanto dos próprios valores e sentimentos. Uma das coisas que mais me agradou ao ler foi o fato da chuva revigorar e fortalecer os anjos e agora o próprio Gregório. A cena descrita por Vianco fica muito convincente.

Gregório continua com suas batalhas e desafios humanos na terra, Thal sofre as conseqüências por habitar um corpo humano e assim dando espaço para uma nova e grandiosa guerra contra as trevas. Os dois começam a buscar guerreiros para talvez uma das maiores batalhas entre anjos e demônios.

Sobre a escrita do autor, eu acho que facilitou muito a leitura e compreensão do que ocorre, alguns pontos são muito bem trabalhados como a aparência dos anjos e os conceitos de batalha, preparação e cenas. Particularmente, eu acho que esse autor contribui muito para a ficção em nosso país, principalmente porque não se vê muitos livros bons desse gênero literário por aqui. Pelo menos eu nunca li um que fosse tão bom quanto os do Vianco.

 “Gregório estranhou que, mesmo antes da esfera aterrizar, os anjos se agitaram, desembainhando as armas de luz.

A esfera revelou um anjo alto e magnífico, o mais forte de todos ali, com asas cor de ouro e pele quase humana, sem nenhum tom de metal. Os olhos eram duas brasas azuis cintilantes. Mantinha a espada guardada e as mãos longe da bainha. A figura era impressionante.
… – Está bem, nobre guerreiro. O que está feito está feito”.

 

3 – A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)

A história se passa em 1945, em Barcelona. Daniel Sempere, o personagem principal, é um garoto de onze anos que perdeu a mãe muito cedo. Em uma madrugada, inundado pela tristeza ao perceber que não se lembra das feições dela, não consegue dormir. Seu pai decide levá-lo a um misterioso local histórico: o Cemitério dos Livros Esquecidos.

“– Este lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e que sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece”.

Em tal lugar, repleto de livros que ninguém quis guardar, Daniel encontra “A sombra do vento”, um livro que mudará o rumo de sua vida e o arrastará para segredos que ele jamais poderia imaginar.

 “Certa ocasião ouvi um cliente habitual da livraria de meu pai comentar que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao coração. As primeiras imagens, o eco dessas palavras que pensamos ter deixado para trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde – não importa os livros que leiamos, os mundos que descubramos, o quanto aprendamos ou nos esqueçamos – iremos retornar. Para mim, essas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos”. Daniel Sempere. 

A história o fascina de tal forma que  Daniel quer mais livros de Julian Carax, o escritor do livro, mas logo descobre que todos os (poucos) livros da autoria de Carax foram exaustivamente caçados, comprados ou roubados por alguém de identidade desconhecida, e então destruídos em fogo. A partir daí ele se transforma em um homem obcecado pela ideia do que pode ter acontecido a esse homem e seus livros. Daniel fica intrigado e, nos anos seguintes, começa a perguntar-se cada vez mais sobre este misterioso escritor.

Até que, certa noite, nosso jovem protagonista, já na adolescência, é perseguido por um homem estranho que possui o nome do personagem antagonista do livro de Carax. Ele lhe propõe a compra de “A Sombra do Vento”, que deve ser destruído. Daniel diz que vai à procura do livro, mas na verdade decide escondê-lo novamente no Cemitério dos Livros Esquecidos e se torna determinado a descobrir o paradeiro de Julian Carax.

Conheço algumas pessoas que não gostaram do livro, acharam o texto monótono e confuso. Concordo que o início pode levar o leitor a desistir de persistir na leitura, mas insisto que vale a pena continuar. O autor é um dos meus preferidos, Carlos Ruiz Zafón. E como o próprio diz, essa é uma história de:

“Livros malditos, do homem que os escreveu, de um personagem que fugiu das páginas de um romance para queimá-lo, de uma traição e de uma amizade perdida. É uma história de amor, de ódio e dos sonhos que moram na sombra do vento”.

E para encerrar o post de hoje, estou colocando uma foto das minhas três novas aquisições que me aguardam nessas férias! Fica a dica pra quem, assim como eu, ainda não leu!

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Vou ficando por aqui, pessoal, espero que tenham gostado das minhas indicações!

Beijinhos!

Para ler: Topless!

Tenho lido bastante coisa ultimamente, mais não deixo de selecionar um bom livro para descontrair nas horas vagas. E o escolhido da vez foi Topless de Martha Medeiros. Confesso que a cada livro que leio dessa belíssima escritora me apaixono mais por suas palavras, reflexões e as diversas maneiras de como ela observa e expõe alguma ideia, uma história e um momento marcante sobre o Brasil ou até mesmo de sua vida.

Os livros da nova era

Não nego que viver sem computador, hoje, é o mesmo que viver sem geladeira. Mas não consigo imaginar o livro deixando de ser um objeto para ser um equipamento. O livro podendo ser apagado. As livrarias se transformando em lojas de disquetes. Todos os volumes de uma biblioteca cabendo numa única gaveta. Como serão as sessões de autógrafos? Que graça terão as aulas de inglês, se o book não estará mais on the table?

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Este livro é de 1997 e só agora tive a oportunidade de devorá-lo e gostei de vários textos. Mas 3 me chamaram bastante atenção, pelo fato de mostrar o que temos visto nos dias atuais. A tal da felicidade instantânea de querermos tudo agora, os livros de papel que estão sendo abandonados e a competição e concorrência que nunca deixou de existir.

A felicidade no fim do século

[…] A felicidade conquistada lentamente, passo a passo, virou uma vaga lembrança. Estamos vivendo a era da felicidade instantânea. Precisamos, para ontem, de um jatinho particular, um apê em Nova York e um nariz novo. Nada que uma Supersena acumulada não resolva.

Porque esta urgência de viver? Simples: porque a morte tem chegado à bala. A violência urbana mudou o nosso conceito de felicidade. De dia comemos um churrasco com a família, à noite podemos estar enterrando um amigo morto estupidamente num acidente de carro. […]

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De forma bem descontraída os textos são leves e conseguimos captar cada percepção sobre as ideias e os momentos descritos por Martha em cada crônica. O livro é composto por 54 crônicas e você consegue ler ele em 2 dias!

A modéstia sobre ao pódio

Competição. Esta é a palavra de ordem do mundo atual, e que já não se restringe ao empresariado. Vale para tudo: para conseguir uma vaga para estacionar, para arranjar marido, para se destacar neste mundo de clones. Não somos mais irmãos, somos concorrentes.

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Vocês já leram esse livro?

3 livros especiais!

Oi, leitoras do dia de brilho! Aqui quem fala é a Caroline, uma amiga de uma das donas do blog. Essa é a primeira vez (e espero que não última, se vocês curtirem minhas dicas :D) que apareço por aqui e fiquei super entusiasmada com o convite que a Wanessa me fez de vir compartilhar com vocês alguns dos meus livros preferidos! Bom, vou começar me apresentando melhor para que vocês tenham uma ideia dos meus gostos.

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Como eu já mencionei, meu nome é Caroline (Carol, porque só quem me chama pelo nome inteiro é meu pai haha), fiz vinte anos recentemente e sou estudante de Biomedicina. Eu costumo dizer que sou uma garota de um gosto muito eclético. Como por exemplo, apesar de adorar o que faço no meu curso, eu tenho o sonho de um dia fazer História. Dois mundos relativamente diferentes, mas que me completam. E foi por causa desse amor pela História, principalmente por História Antiga, que meu coração foi preenchido pela literatura. Eu sempre achei incrível a história por trás de tantos acontecimentos, povos e culturas. E por causa disso, nunca parei de buscar nos livros fatos que me despertassem interesse. Atualmente eu não posso viver sem uma boa leitura, seja ela um romance melodramático ou um artigo científico.
Agora que vocês já conhecem um pouco sobre mim, vamos a alguns de meus livros preferidos que não foram nenhum um pouco fáceis de serem escolhidos!

Listei três livros que são muito especiais pra mim, espero que se não tiveram a oportunidade de ler ainda, que eu desperte o interesse!

Game of Thrones:

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Muitos de vocês já devem ter ouvido falar, é um livro que virou seriado e está fazendo muito sucesso. Game of thrones é o primeiro livro de uma série fantástica denominada  As crônicas de gelo e fogo, escrita pelo George R.R. Martin. A história aborda a vida de diversas famílias mergulhadas em um mundo de reis e rainhas, príncipes e princesas, cavaleiros, plebeus, um anão e até dragões! Como o título diz, é um verdadeiro jogo dos tronos onde as pessoas se definem por dinheiro e status. Apesar de parecer um tanto clichê, o contexto é incrível! São muitos detalhes em que você precisa estar muito atento, pois páginas adiante podem te surpreender! As personagens são apaixonantes! Eu estou no terceiro livro da série e o autor consegue se superar a cada livro! Posso dizer com toda a certeza que é uma das melhores fantasias de todos os tempos! Inclusive ganhou prêmios como melhor romance.

Vantagens:  São divididos em capítulos titulados pelos nomes dos personagens principais, o que dá uma visão diferente à medida que você lê. Os capítulos não costumam ser muito longos. Você aprende bastante sobre o modo de vida, da alimentação às guerras da época da Idade Média, é uma aula de história medieval apesar de alguns elementos fantasiosos.

Desvantagens: Em minha opinião, nenhuma, mas sou suspeita. O que posso dizer é que são muitas páginas (591) e a letra é pequena. Mas para um amante da literatura isso não é um impedimento!

Observações adicionais: Até o momento foram publicados cinco livros da série.

A Mediadora

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Eu simplesmente adoro essa saga! Adoro todos os seis livros que a autora Meg Cabot escreveu com tanta criatividade. É um daqueles livros que eu digo que poderiam dar um filme perfeito de sessão da tarde.
Os livros contam basicamente a história de Suzannah, uma garota que é capaz de ver espíritos que deveriam ter seguido para o que chamamos de “céu”, mas que por motivos pendentes na Terra, não conseguiram seguir seus caminhos. Ela é A mediadora. Quando sua mãe se casa novamente (e além do padrasto, ganha três irmãos de consideração), as duas se mudam para a casa do padrasto que vive em outra cidade. É um casarão muito velho (datando mais de cem anos). Lá ela conhece um fantasma charmoso, Jesse. Os dois nutrem uma relação muito divertida, eu dei risada diversas vezes dos pensamentos de Suzannah em relação a ele. Além de Suzannah e Jesse, um padre faz parte dos personagens principais. Ele a ajuda em diversos casos fantasmagóricos.

Vantagens: É uma leitura leve, os livros não contêm muitas páginas.
Um aviso: Leitoras, vocês se apaixonarão por Jesse, não existe outra saída!

Desvantagens: Caso você não goste de uma leitura mais teen, pode ser que não se interesse. No mais, eu não tenho reclamações.

Observações adicionais: Os seis livros são: A Terra das Sombras, O arcano nove, Reunião, Hora mais Sombria, Assombrado, Crepúsculo.

O Faraó Negro:

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Eu já mencionei que adoro História Antiga, ainda mais quando se trata do Egito antigo. A cultura mais rica e impressionante, em minha opinião. Aqui vai uma breve sinopse retirada de um site e que eu achei bem mais adequada do que minha descrição.
O Faraó Negro, de Christian Jacq, conta fatos fictícios narrados ocorrem por volta de 330 a.C., cerca de 500 anos após a morte do renomado faraó Ramsés. A trama principal conta como Piankhy, o Faraó Negro, enfrentou as invasões da Líbia, com eventos marcados por batalhas sangrentas por territórios e poder, muito embora a maior preocupação de Piankhy fosse entregar, ao fim de sua vida, o Egito unificado de volta aos deuses.

Nessa época, as regiões do Alto e Baixo Egito viviam um período de decadência. Corrupção, imoralidade, traição e a perda de sua identidade como um povo devoto aos deuses da antiguidade, bem como a transformação do Antigo Egito em um muito parecido com o que conhecemos hoje são alguns dos elementos que prendem a atenção e despertam um voraz desejo por pesquisas para conhecer cada vez mais a história dessa região sem paralelos na história do mundo. Eu sou maravilhada por esse país tão rico, já li diversos livros a respeito do Egito antigo e esse sem sombra de dúvida é um dos melhores. Esse autor já escreveu outros relacionados ao assunto e igualmente recomendo.

Vantagens: Para quem gosta de romance histórico (realmente), acredito que gostará tanto quanto eu.
Desvantagens: Em alguns momentos, sua atenção pode se perder por ser uma leitura mais pesada.
Observações adicionais: Possui 434 páginas.

Existem muitos outros livros que eu gostaria de compartilhar com vocês. Acredito que terei a oportunidade de colocá-los aqui ainda. Espero que tenham gostado das minhas recomendações e eu vou ficando por aqui!

Boa leitura!

Beijinhos!