A premiação do Oscar já está quase batendo na porta (28 de fevereiro) e ainda temos 2 filmes para resenhar, o de amanhã e semana que vem tem o último (tá rolando Maratona Oscar hoje para adiantarmos os trabalhos, ok?) Se você ainda não assistiu os outros filmes que falamos aqui, vale dá uma pausa no final de semana e conferir, tem muito filme bom e entre eles é o de hoje Spotlight: Segredos Revelados, ao ler esse título e a sinopse não me chamou tanta atenção, mas ao ver o filme mudou completamente e eu te conto o porque.

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Spotlight: Segredos Revelados é um drama baseado em fatos reais e com uma crítica social importante atualmente: a verdade por trás dos escândalos sexuais envolvendo padres católicos. Ainda que aborde um tema tão delicado e cheio de polêmica, o filme consegue retratar fielmente a história real. Um renomado jornal dos EUA, o Boston Globe junto a um grupo de jornalistas investiga um escândalo de pedofilia na Igreja Católica em Boston.

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Aos poucos a equipe de jornalistas encontram pistas e informações sobre os abusos de padres em crianças, um ponto forte do filme é que mostra como a sociedade prefere ignorar fatos inaceitáveis por causa do poder de quem as realiza. Os padres foram acobertados pela Igreja Católica e advogados jamais acusados formalmente e continuaram exercendo suas funções após serem realocados e mantendo o sistema de pedofilia vivo. O drama nos mostra todas as dificuldades, barreiras, resistência dos próprios colegas de trabalho e determinação da equipe do Boston Globe em ir atrás do tema, passando até pelo 11 de setembro que aconteceu no meio da investigação.

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Spotligh é um ótimo filme e vale a pena ser assistido por todos independente de sua religião, o filme alcança verdadeiros momentos de drama, sensibilidade diante de histórias tristes e emocionantes, mas consegue manter a crítica de encarar os fatos sem sensacionalismo e hipocrisia. O elenco do filme é incrível e tem nomes de peso: Rachel McAdams, Michael Keaton e Mark Ruffalo e suas belíssimas atuações!

Confira o trailer:

O filme concorre as categorias de Melhor FilmeMelhor Roteiro Original e Melhor Diretor (Tom McCarthy)

Tô na torcida para que o filme vença! Já assistiram?

Maratona Oscar: O Regresso

Olá pessoal, como estão? Minhas últimas semanas tem sido puxadas, mas nada que não dê para aguentar. Enfim, continuando a maratona do Oscar, para hoje o filme escolhido é o queridinho das críticas e olha, com razão. O Regresso (The Revenant, 2015) é um drama baseado no livro homônimo de Michael Punke que é inspirado na história real de Hugh Glass.

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Hugh Glass (Leonardo DiCaprio) é um comerciante e explorador que ganha a vida vendendo peles de animais. Querendo ganhar mais dinheiro aceita ser guia de uma viagem junto com seu filho Hawk (Forrest Goodluck). Ao ser atacado por um urso, Glass fica seriamente ferido e sem condições de seguir viagem sem ajuda, ele então é abandonado no meio do nada por seu parceiro John Fiztgerald (Tom Hardy). Porém mesmo com tudo apontando para a sua morte, Glass sobrevive e inicia uma viagem em busca de vingança contra Fitzgerald.

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Antes de tudo: LEO, AGORA VAI!!!! Enfim, O Regresso é um filme maravilhoso, com uma história pesada e passada de força muito eficiente. Eu achei ele um pouco cansativo por ser muito longo, mas isso não interfere em nada na apreciação do longa. O filme mostra o que o amor e o desejo de vingança não fazem com uma pessoa. O cara driblou a morte umas mil vezes só para poder honrar o filho. A atuação de Leonardo DiCaprio foi perfeita. Se esse homem não ganhar o Oscar esse ano, eu vou ficar bem chateada.

Tenho que destacar também a fotografia deslumbrante do filme. A locação de O Regresso é um postal por si só. Mas o diretor de fotografia está de parabéns. A indicação na categoria não foi a toa. Eu li em alguns sites sobre as gravações e descobri que o longa foi todo rodado em luz natural, sem o uso de qualquer equipamento. E olha, que trabalho perfeito. Emmanuel Lubezki merece muito ganhar.

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O Regresso bateu o recorde de indicações ao Oscar, totalizando 12. Além do Leonardo DiCaprio ter sido indicado a Melhor Ator e o Emmanuel Lubezki a Melhor Fotografia, Alejandro Iñárritu recebeu a de Melhor Diretor. O trabalho tá lindo, mas acho que, infelizmente, esse ano ele não ganha, já que ano passado ele levou o prêmio com Birdman (2015). Porém nunca dá pra saber o que se passa na cabeça da Academia. Vamos aguardar o dia 28!

Confira o trailer!

Alguém já assistiu O Regresso? O que achou?

Espero que tenham gostado. Semana que vem tem mais!

Voltamos na quinta-feira com os posts, tá? Bom Carnaval!

Olá pessoal, como estão? Tem um tempo que eu não apareço por aqui, 2015 foi bem puxado e eu não espero menos de 2016. Enfim, finalmente chegamos naquela época linda que é a de premiações e que se encerra com a melhor de todas, o Oscar. Esse ano a lista trouxe 8 ótimos filmes e nas próximas semanas nós vamos falar um pouco deles por aqui. E ah, só lembrando que um dos indicados já ganhou post aqui no blog, para quem não lembra eu falei sobre Mad Max: Estrada da Fúria ano passado, só clicar aqui para relembrar.

O primeiro filme escolhido da maratona é o drama canadense O Quarto de Jack (ROOM, 2015), baseado no livro homônimo da escritora Emma Donoghue. Que foi eleito como o melhor filme do Festival de Toronto de 2015.

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Jack (Jacob Tremblay) é um garotinho que vive com a sua mãe, Ma (Brie Larson), em um quarto minúsculo que não possui janelas. Eles dois são mantidos em cativeiro por “Old Nick” (Sean Bridges), o cara que sequestrou Ma quando ela tinha apenas 17 anos. Todos os dias Ma e Jack seguem uma rotina para tentarem levar uma vida “normal”. No dia do aniversário de 5 anos do menino, “Old Nick” revela que está desempregado e que pode ficar sem dinheiro para continuar mantendo os dois dentro daquele lugar. Temendo pela saúde e vida do filho, Ma arma um plano para tentar libertar o dois do cativeiro.

'Room' is a journey out of darkness, director says

Vou confessar que quando O Quarto de Jack terminou eu estava completamente sem palavras e até um pouco abalada. Para vocês terem ideia eu chorei em uma cena em que Jack está comendo cereais! Enfim, eu já me recuperei do filme e só tenho coisas boas a dizer sobre. A história é emocionante. É impossível não ficar tenso nos momentos que seguem a realização do plano para sair do cativeiro. A relação entre mãe e filho é tão perfeita. Claramente um era a âncora do outro para conseguir viver. Brie Larson e Jacob Tremblay estão de parabéns, os dois juntos são tão lindos de se assistir. Sem contar que a todo momento eu tinha vontade de pegar essa criança fofa e apertar para sempre.

Além de Melhor Filme, O Quarto de Jack está concorrendo também em outras três categorias no Oscar, entre elas a de melhor atriz. E desde já deixo todas as minhas apostas para Brie Larson. Eu senti falta de uma indicação para o Jacob Tremblay, mas ok porque no último domingo ele ganhou o Critics’ Choice Awards de Melhor Ator Mirim e fez o discurso mais fofo de todos. Quem quiser assistir só clicar aqui (em inglês!).

Alguém já assistiu O Quarto de Jack? O que achou?

Semana que vem tem mais maratona do Oscar!

Beijos

A sessão favorita de muita gente tá de volta e pelo que estou acompanhando teremos muitos filmes bons ainda este ano. Desde já, sigo ansiosa para assistir e vir aqui compartilhar com vocês. O de hoje é a A Garota Dinamarquesa um filme fantástico do começo ao fim. Que deve chegar em fevereiro deste ano nos cinemas!

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O filme é baseado na história real de Lili Elbe, que nasceu Einar Mogens Wegener e foi uma das primeiras pessoas da história a se submeter à cirurgia de redesignação sexual, ou seja, que consiste na mudança de gênero. O longa acompanha a história de Lili (Eddie Redmayne) e sua esposa Gerda Wegener (Alicia Vikander) que incentiva o marido a se vestir como mulher para ajudá-la em um trabalho.

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Lili se sente mais poderosa e feminina usando as roupas que Gerda pediu que ele vestisse e com tempo vai percebendo que seus sentimentos não são mais iguais como eram antes, suas paixões, prazeres e olhares são diferentes agora que Lili descobre sua verdadeira sexualidade. Impossível não falar do figurino, os cenários e a fotografia tudo é delicado, perfeito e único. A atuação de Eddie é incrível, sem palavras. Os enquadramentos simétricos das cenas evidenciam ainda mais a beleza de cada cenário. Além disso, a história consegue se manter de forma elegante e clássica em diversas sequências do filme.

Confira o trailer:

Eu assisti aqui ó. Vocês já assistiram?

Sessão Pipoca: Zipper

Finalmente voltamos a nossa sessão pipoca tão querida por aqui. Peço desculpas por deixar semanas sem atualizar esta sessão o motivo maior eu explico: não encontrei nenhum filme digno de ser compartilhado para vocês. E como sou muito exigente e detesto compartilhar filmes meia boca, preferi deixar as sextas vazias sem filmes legais pra vocês assistirem. Mas, o período sabático acaba agora, porque na semana passada assisti Zipper um filme com um enredo bacana do começo ao fim.

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O filme conta a história do procurador federal Sam Ellis (Patrick Wilson) ele está prestes a concorrer a uma vaga no Senado, porém ele descobre que sua estagiária Dalia (Dianna Agron) está apaixonada por ele, isso tudo acaba interferindo em suas decisões, pois ele precisa conter seus desejos porque qualquer ato inconsequente atrapalharia sua carreira e sua imagem.

Sam tenta conter seus desejos, mas sua compulsão por sexo é incontrolável. Enquanto está no trabalho sua cabeça gira em torno de sites pornográficos e a procura de acompanhantes para realizar seus desejos. A situação foge do controle quando ele é forçado a tomar medidas cada vez mais perigosas para esconder estes atos de sua mulher, da lei e da imprensa.

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O filme mostra a desconstrução midiática de figuras públicas, o cenário político mostrando seus segredos e ambições e os efeitos que podem causar na vida privada.

Confira o trailer:

Eu assisti aqui. Vocês já assistiram?

Lembram que eu comentei nos últimos posts de filmes que este ano não tivemos tantos filmes bons e completos? Como eu sempre menciono bom enredo, trilha sonora e bons atores, pois então alguns dias atrás encontrei Sob o mesmo céu e resolvi assisti-lo pelo simples fato de ter Emma Stone no elenco, adoro o trabalho da atriz e ela é um dos pontos fortes do filme.

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Sob o mesmo céu conta a história do militar Brian Gilcrest (Bradley Cooper) ele é enviado de volta para o Havaí, sua terra natal para supervisionar o lançamento de um foguete financiado pelo bilionário excêntrico Carson Welch (Bill Murray). Sua missão é fechar um acordo com os povos nativos da ilha para que uma nave espacial seja lançada em uma base ali montada, com muito carisma e jogo de cintura, Brian dribla as situações mais adversas para tentar alcançar seu objetivo principal.

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Mas, chegando lá ele reencontra a namorada de juventude, Tracy Woodside (Rachel McAdams), começa a rolar uma atração entre ambos e emoções antigas vão colocando em risco o casamento de Tracy. Ao mesmo tempo Brian conhece a piloto da Força Aérea Allison Ng (Emma Stone), encarregada de acompanhar e supervisionar os passos de Brian. Allison é atrapalhada e não sabe a hora de se calar e transpassa uma certa vulnerabilidade e inocência aos poucos Brian sem perceber se envolve com ela e com o tempo Allison vai se revelando uma pessoa problemática e difícil.

Confira o trailer:

Um dos pontos interessantes do filme é o otimismo e a alegria do personagem, que mesmo depois de sofrer ainda consegue manter o sorriso estampado no rosto. A atuação dos atores principais é boa, mas convenhamos que não é um dos melhores filmes primorosos pelos atores e que eu gostei tanto. A história é rasa, consegue entreter o telespectador mesmo possuindo vários momentos confusos em algumas cenas. Achei bem dramático e lento, as cenas demoram para se desenrolar, se fosse para eu dar uma nota seria 7.

Vocês já assistiram?