Uma das coisas mais legais de assinar o Netflix é a possibilidade de encontrar filmes atuais e antigos também. Ás vezes perdemos a estreia de algum filme por conta da vida corrida e só depois percebemos que ainda não assistimos e quando abrimos a cartela de filmes do aplicativo lá está ele. Foi durante essas buscas por um filme legal em uma sexta-feira chuvosa que eu assisti A arte da conquista.

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Uma comédia não tão romântica assim e muito dramática, digamos que é um filme fofinho sim, tá? A história se passa na vida de George (Freddie Highmore) um adolescente que não fala muito e vive desenhando, ele está prestes a se formar e possui uma visão pessimista sobre as coisas. Ele não acredita que vale a pena estudar e acha uma bobagem todos aquelas tarefas de escola, detesta desperdiçar os dias investindo num relacionamento, pois todos morremos sozinhos no final da vida. Até quem em um belo dia ele conhece Sally (Emma Roberts) uma adolescente que não se apega ás pessoas.

Ambos carregam seus problemas, George foi abandonado quando criança e Sally tem uma mãe sem noção quando o assunto é sexo. Aos poucos eles vão se aproximando e revelam uma relação diferente um com outro. Ela vê o garoto como um amigo, mas não dispensa a ideia de dormir com ele. E George acaba se apaixonando, embora não assuma o sentimento, porém, acaba caindo na contradição de não acreditar no valor de passar o tempo à procura de alguém para amar.

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O filme traz outros temas como saudades da infância, medo, dores internas, a importância das distrações em meio aos problemas e a mudança do ser humano em sociedade. Na verdade a gente nunca sabe ao certo como as coisas vão acontecer amanhã e muitas vezes somos surpreendidos no meio do caminho, por mais que não seja a direção certa, precisamos seguir em frente, não é mesmo?

Confira o trailer:

Pode ser que o filme não chame tanto a sua atenção de primeira mão. Mas, garanto à você que a história é boa, pois trata de temas reais e profundos que acabam nos tirando uma reflexão bacana sobre a nossa própria vida.

E vocês, já assistiram?

Olá pessoal, como estão? Essa semana não foi fácil e graças a Deus acabou. Para hoje eu escolhi um filme que eu descobri procurando por trailers no Youtube e adorei logo de cara. God Help The Girl (2014) é um drama e musical britânico que estreou ano passado no Festival de Sundance e ganhou o prêmio especial de Melhor Elenco.

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Eve (Emily Browning) é uma jovem que está internada em um hospital psiquiátrico para tratar de distúrbios alimentares. Quando ela foge do hospital para ir ao show da Wobbly-Legged Rat, uma de suas bandas favoritas, em Glasgow, ela conhece James (Olly Alexander), um aspirante a compositor e músico que trabalha como salva-vidas para garantir um dinheiro no final do mês. A amizade deles começa de uma forma despretensiosa e ele então resolve apresentar Cassie (Hannah Murray) para ela, uma menina avoada com o sonho de fazer parte de uma banda.

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Eve usa suas composições como uma forma de esquecer todos os seus problemas. Ela então junto com James e Cassie formam uma banda, mesmo que ela não goste de admitir que o som é pop. Eles então contratam vários músicos para ajudarem eles a gravarem suas músicas e se apresentarem como uma banda pela primeira vez, enquanto ela enfrenta sozinha seus problemas e passa por um “relacionamento” conturbado com Anton (Pierre Boulanger), o vocalista da Wobbly-Legged Rat.

O que dizer de God Help The Girl? Bom, eu amei o trailer, então quando assisti ao filme todo foi quase como uma confirmação daquela paixão a primeira vista. Eu sei que algumas pessoas vão ficar com o pé atrás só porque lá em cima eu falei que o filme era um musical. Mas calma! É musical? É! Mas não é um musical bobo e eles também não ficam cantando toda hora sem motivo aparente. E tem toda uma história por trás, não só de música vive God Help The Girl. Por favor, dê uma chance para o filme! Ele me lembra um pouco, mais no estilo, o filme Mesmo Se Nada Der Certo (Begin Again, 2013), que eu falei para vocês aqui ano passado.

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Um outro – e maravilhoso –  motivo para assistirem ao filme é o elenco. Eles não ganharam o prêmio no Festival de Sundance a toa. God Help The Girl une vários fandoms. Você gosta de Skins? Bom, tem a Hannah Murray que era da primeira geração da série e o Olly Alexander que participou da sétima temporada nos episódios da Cassie, junto com a Hannah. Você gosta de Game of Thrones? Olha a Hannah de novo. Você conhece a banda Years & Years? Se não conhece procura agora, porque o Olly é o vocalista e o menino tem talento. E a Emily Browning pra mim vai ser sempre a Violet de Desventuras em Série, que eu amo. Enfim, além das referências eles estão fantásticos no filme e a química entre eles é ótima.

(não achei o trailer legendado, desculpa.)

Alguém já assistiu God Help The Girl? O que achou?

Espero que gostem da indicação. Semana que vem tem mais e no domingo tem os links do mês de março!

Beijos

Bom dia, galera. Eu trouxe mais uma dica de filme para o fim de semana! Desde a adolescência que eu acompanho o trabalho da atriz Vanessa Hudgens (quando ela ganhou destaque em High School Musical – me julguem, eu assistia) e faz algum tempo que ela começou a fazer filmes mais maduros. Recentemente, ela atuou em Gimme Shelter, e é sobre ele que vou falar nessa sexta-feira.

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Gimme Shelter (Em busca de um lar, título em português) conta a história de Agnes, que gosta de ser chamada de Apple por um detalhe mostrado no final do filme. Apple é uma garota que, determinada a não ter o mesmo destino da mãe (usuária de drogas e alcoólatra) foge de casa e sai em busca de seu pai que nunca chegou a conhecer. Quando finalmente o encontra, descobre que o pai é um corretor de títulos da Wall Street, está casado e tem outros filhos. Apple implora para ir morar com ele, mas logo descobre que está grávida aos dezesseis anos. Devido a alguns acontecimentos, é sugerido a Apple o aborto, mas a garota acaba recusando e foge novamente. Entre outros acontecimentos, ela acaba indo parar em um abrigo de adolescentes grávidas. O final é comovente, então vale a pena conferir.

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A trama é bastante comum, especialmente para quem está acostumado a ver sofrimento de todos os tipos na televisão e na vida real. O que há de interessante no filme e o que sustenta a atenção do telespectador é a atuação de Vanessa Hudgens, que acaba surpreendendo para quem já assistiu a outros filmes da atriz. Além disso, a história é baseada em fatos reais. Nos créditos são mostradas as fotos das pessoas envolvidas na história.

Confira o trailer:

Já assistiram? O que acharam?

Beijos!

Olá pessoal, como estão? Como foi o Carnaval de vocês? O meu foi bem tranquilo. Algumas festas de família, algumas séries e filmes para assistir. E foi isso. Hoje eu trago para você o penúltimo filme da nossa maratona rumo ao Oscar. Selma: Uma Luta Pela Igualdade (Selma, 2014) é um drama baseado em fatos reais.

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Em 1964, após receber o Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) se encontra com Lyndon B. Johnson (Tom Wilkinson), o então presidente do Estados Unidos, em busca de uma lei federal que permita que o negros tenham o direito de se registrar para votar nas eleições. O presidente fala que por enquanto isso não é possível, pois não é uma prioridade. King então viaja para Selma, uma pequena cidade no estado do Alabama que ainda registra muitos casos de segregação e não permite de forma alguma que os negros da cidade se registrem no cartório eleitoral. Em Selma, King, seus amigos e seguidores se encontram com os ativistas da Ação Direta da Liderança Cristã Sulista (SCLC – sigla em inglês) e juntos eles decidem pacificamente confrontar o xerife da cidade na entrada no tribunal.

As coisas não saem como planejado e todos vão presos. Quando todos são liberados da prisão, eles organizam uma pequena passeata noturna, mas os policiais armam uma emboscada que acaba na morte de Jimmie Lee Jackson (Keith Stanfield), um dos ativistas. Como uma forma de fazer justiça e chamar atenção da mídia sobre a forma como os negros estão sendo tratados no Alabama, eles organizam uma marcha de 85 km de Selma até Montgomery (capital estadual do Alabama) com o intuito de conversar com o Governador do estado sobre a situação e para conseguir a aprovação da Lei dos Direitos ao Voto.

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Confesso que eu não conhecia nada sobre as Marchas de Selma à Montgomery, mas que conhecia um pouco da história de Martin Luther King Jr. Acredito que Selma tenha mostrado bem os bastidores dessa luta que os negros americanos enfrentaram para conseguir o direito constitucional de votar. A história é triste, mas muito bonita, pois não foi uma luta sem propósitos e mais interessante ainda foi ver que mesmo com tanto racismo na época, eles receberam o apoio de grande parte do país e essas pessoas foram as ruas por eles.

No Oscar a atuação maravilhosa de David Oyelowo como Martin Luther King Jr. e o trabalho de direção de Ava DuVernay foram completamente ignorados pela Academia, e Selma recebeu apenas duas indicações, a de Melhor Filme e de Canção Original, com Glory interpretada por John Legend.

Alguém já assistiu Selma? O que achou?

Amanhã tem o último filme da nossa maratona com a Carol. Espero que gostem.

Beijos

Responde o formulário do blog pra mim? Aqui ó

Olá pessoal, como estão? Eu estou ótima e voltou a chover nessa cidade, então valeu aí ao responsável pela dança da chuva. A partir de hoje, toda sexta-feira até o final de semana do Oscar, eu e a Carol vamos fazer as resenhas dos indicados na categoria de Melhor Filme. Esse ano oito filmes foram indicados, então eu espero que gostem. E ah, só lembrando que um dos indicados já ganhou post aqui no blog, para quem não lembra eu falei sobre O Grande Hotel Budapeste ano passado, só clicar aqui para reler.

A Teoria de Tudo (The Theory of Everything, 2014) é baseado no livro Traveling to Infinity: My Live With Stephen de Jane Wide Hawking, ex-esposa do astrofísico Stephen Hawking.

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Em 1963 durante uma festa da universidade o jovem Stephen Hawking (Eddie Redmayne) conhece a estudante de literatura Jane Wilde (Felicity Jones) e os dois logo sentem uma grande afinidade. Enquanto Hawking se concentra mais em seu novo relacionamento, seus amigos e o professor do doutorado ficam preocupados com a falta de tema para a sua tese. Um dia Stephen e seu professor vão a uma palestra sobre buracos negros e pela primeira vez ele percebe que não é mais capaz de andar tão rapidamente e no mesmo dia ele começa a formar sua teoria sobre a criação do universo. Aos 21 anos, durante sua pesquisa, os músculos de Hawking travam fazendo com que ele caia e bata com a cabeça. Durante os diversos exames no hospital, ele descobre que tem a doença do neurônio motor, também conhecida como esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença degenerativa que paralisa todos os músculos do corpo, sem atingir as funções cerebrais.

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Stephen então começa a se isolar de todos – já que seu médico lhe deu apenas mais dois anos de vida – para se concentrar em sua pesquisa e concluir tudo antes de morrer. Jane vendo a situação do amado decide que não irá se separar dele e que o ajudará em tudo que for necessário. Os dois se casam e com o tempo Hawking vai ficando cada vez mais debilitado por causa da doença, tendo sua fala prejudicada e necessitando do uso de uma cadeira de rodas para se mover. Após o nascimento do terceiro filho do casal, Stephen contrai uma pneumonia muito forte por conta do agravamento da ELA, e após uma traqueostomia perde completamente a habilidade de falar ele então começa a utilizar um sintetizador de voz para se comunicar.

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Já vou começar falando que se Eddie Redmayne não ganhar o Oscar de Melhor Ator eu desisto da premiação. Porque essa é uma atitude muito madura da minha parte. Mas falando sério agora, eu terminei esse filme quase batendo palmas de pé. Além de ser uma história maravilhosa, a atuação do Eddie Redmayne (meu eterno Marius de Les Misérables <3) está impecável. O trabalho e delicadeza dele como Stephen Hawking é impressionante. Felicity Jones também está uma linda e acredito que ela passou bem toda a luta da ex-esposa de Hawking.

A Teoria de Tudo é um filme triste, mas ao mesmo tempo não. Porque mesmo já bem debilitado por conta da doença, mostra como o Stephen Hawking passou por cima de tudo e quase de todos e lançou seus estudos e suas teorias. E não deixou que a ELA acabasse com toda a genialidade dele. E olha, para quem no início tinha apenas mais dois anos de vida, Hawking está muito bem obrigada. O astrofísico completou recentemente 73 anos e segundo o filme não tem planos para uma aposentadoria.

Além de Melhor Filme, A Teoria de Tudo está concorrendo também em outras quatro categorias no Oscar, entre elas as de melhor ator e atriz. E o filme já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora e o Eddie Redmayne ganhou de Melhor Ator de Drama.

Espero que gostem da indicação. Semana que vem tem mais com a Carol!

Beijos

Olá pessoal, como estão? A minha semana foi bem corrida, mas ok. Hoje, finalmente, é sexta-feira e eu só quero descansar. Acho que quem acompanha meus posts desde o início sabe que eu amosou filmes de romance recheados de clichês e tudo mais, pena que isso não aconteceu com Amor Sem Fim (Endless Love, 2014), que é um remake do filme de mesmo nome lançado em 1981 e baseado no livro de Scott Spencer.

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Jade Butterfield (Gabriella Wilde) é uma jovem rica que acabou de se formar no ensino médio e já tem uma vaga garantida no curso de medicina na universidade de Brown. Com a morte do irmão mais velho alguns anos antes, Jade se fechou para todos a sua volta, menos sua família, com isso ela não te nenhum amigo ou relacionamento na escola. David Elliot (Alex Pettyfer) é um rapaz sem muitas ambições na vida, que trabalha como manobrista e ajuda o pai em sua oficina mecânica e que sempre teve uma queda pela menina, mas nunca teve coragem de falar nada.

No dia da formatura os dois se encontram por um acaso e um sentimento mútuo começa a crescer entre os dois. Jade então para se aproximar mais do rapaz, sem dar muito na cara, pede para os pais uma festa para comemorar a formatura e finalmente começar a se conectar com os colegas de classe. A festa de início não sai como ela imagina, mas David aparece e consegue reverter à situação, transformando aquela noite na melhor da vida dela em muitos anos. Daquele dia em diante eles decidem passar todos os dias do verão juntos para aproveitarem cada minuto e com isso à menina começa a sair da “bolha” que ela havia criado há muito tempo. Ao corresponder toda a paixão de David, Jade começa a redefinir suas prioridades na vida, para a preocupação de seu pai superprotetor, que não gosta do envolvimento da filha com um rapaz “sem futuro”.

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O que mais tem hoje em dia é filme com essa mesma história e eu nunca me incomodei com isso. Sou dessas que mesmo já sabendo do final ainda torce pelo casal e dependendo da época do mês chora com a resolução. Mas em Amor Sem Fim eu não senti nada disso. Eu achei o filme tão sem objetivo e sem motivo para muitas coisas acontecerem. Saiu de nada e foi para lugar nenhum. Faltou um algo a mais na história para o filme ser mais atrativo.

Tirando o problema com a história eu gostei bastante dos atores principais. Eu adoro o Alex Pettyfer desde Alex Ridder Contra o Tempo (Stormbreaker, 2006) e ele estava lindo em A Fera (Beastly, 2011), minha única vontade durante o filme era de cortar um pouco do cabelo dele, mas fora isso o papel combinou com ele. E a personagem da Gabriella Wilde caiu como uma luva para ela, porque ela é toda fofa e delicadinha. Os dois juntos formam um casal bem bonito e eles têm bastante química, o que ajudou muito durante o filme.

Alguém já assistiu Amor Sem Fim? O que achou?

Semana que vem tem mais!

Beijos