Olá pessoal, como estão? Como foi o Carnaval de vocês? O meu foi bem tranquilo. Algumas festas de família, algumas séries e filmes para assistir. E foi isso. Hoje eu trago para você o penúltimo filme da nossa maratona rumo ao Oscar. Selma: Uma Luta Pela Igualdade (Selma, 2014) é um drama baseado em fatos reais.

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Em 1964, após receber o Prêmio Nobel da Paz, Martin Luther King Jr. (David Oyelowo) se encontra com Lyndon B. Johnson (Tom Wilkinson), o então presidente do Estados Unidos, em busca de uma lei federal que permita que o negros tenham o direito de se registrar para votar nas eleições. O presidente fala que por enquanto isso não é possível, pois não é uma prioridade. King então viaja para Selma, uma pequena cidade no estado do Alabama que ainda registra muitos casos de segregação e não permite de forma alguma que os negros da cidade se registrem no cartório eleitoral. Em Selma, King, seus amigos e seguidores se encontram com os ativistas da Ação Direta da Liderança Cristã Sulista (SCLC – sigla em inglês) e juntos eles decidem pacificamente confrontar o xerife da cidade na entrada no tribunal.

As coisas não saem como planejado e todos vão presos. Quando todos são liberados da prisão, eles organizam uma pequena passeata noturna, mas os policiais armam uma emboscada que acaba na morte de Jimmie Lee Jackson (Keith Stanfield), um dos ativistas. Como uma forma de fazer justiça e chamar atenção da mídia sobre a forma como os negros estão sendo tratados no Alabama, eles organizam uma marcha de 85 km de Selma até Montgomery (capital estadual do Alabama) com o intuito de conversar com o Governador do estado sobre a situação e para conseguir a aprovação da Lei dos Direitos ao Voto.

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Confesso que eu não conhecia nada sobre as Marchas de Selma à Montgomery, mas que conhecia um pouco da história de Martin Luther King Jr. Acredito que Selma tenha mostrado bem os bastidores dessa luta que os negros americanos enfrentaram para conseguir o direito constitucional de votar. A história é triste, mas muito bonita, pois não foi uma luta sem propósitos e mais interessante ainda foi ver que mesmo com tanto racismo na época, eles receberam o apoio de grande parte do país e essas pessoas foram as ruas por eles.

No Oscar a atuação maravilhosa de David Oyelowo como Martin Luther King Jr. e o trabalho de direção de Ava DuVernay foram completamente ignorados pela Academia, e Selma recebeu apenas duas indicações, a de Melhor Filme e de Canção Original, com Glory interpretada por John Legend.

Alguém já assistiu Selma? O que achou?

Amanhã tem o último filme da nossa maratona com a Carol. Espero que gostem.

Beijos

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Olá pessoal, como estão? Eu estou ótima e voltou a chover nessa cidade, então valeu aí ao responsável pela dança da chuva. A partir de hoje, toda sexta-feira até o final de semana do Oscar, eu e a Carol vamos fazer as resenhas dos indicados na categoria de Melhor Filme. Esse ano oito filmes foram indicados, então eu espero que gostem. E ah, só lembrando que um dos indicados já ganhou post aqui no blog, para quem não lembra eu falei sobre O Grande Hotel Budapeste ano passado, só clicar aqui para reler.

A Teoria de Tudo (The Theory of Everything, 2014) é baseado no livro Traveling to Infinity: My Live With Stephen de Jane Wide Hawking, ex-esposa do astrofísico Stephen Hawking.

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Em 1963 durante uma festa da universidade o jovem Stephen Hawking (Eddie Redmayne) conhece a estudante de literatura Jane Wilde (Felicity Jones) e os dois logo sentem uma grande afinidade. Enquanto Hawking se concentra mais em seu novo relacionamento, seus amigos e o professor do doutorado ficam preocupados com a falta de tema para a sua tese. Um dia Stephen e seu professor vão a uma palestra sobre buracos negros e pela primeira vez ele percebe que não é mais capaz de andar tão rapidamente e no mesmo dia ele começa a formar sua teoria sobre a criação do universo. Aos 21 anos, durante sua pesquisa, os músculos de Hawking travam fazendo com que ele caia e bata com a cabeça. Durante os diversos exames no hospital, ele descobre que tem a doença do neurônio motor, também conhecida como esclerose lateral amiotrófica (ELA), uma rara doença degenerativa que paralisa todos os músculos do corpo, sem atingir as funções cerebrais.

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Stephen então começa a se isolar de todos – já que seu médico lhe deu apenas mais dois anos de vida – para se concentrar em sua pesquisa e concluir tudo antes de morrer. Jane vendo a situação do amado decide que não irá se separar dele e que o ajudará em tudo que for necessário. Os dois se casam e com o tempo Hawking vai ficando cada vez mais debilitado por causa da doença, tendo sua fala prejudicada e necessitando do uso de uma cadeira de rodas para se mover. Após o nascimento do terceiro filho do casal, Stephen contrai uma pneumonia muito forte por conta do agravamento da ELA, e após uma traqueostomia perde completamente a habilidade de falar ele então começa a utilizar um sintetizador de voz para se comunicar.

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Já vou começar falando que se Eddie Redmayne não ganhar o Oscar de Melhor Ator eu desisto da premiação. Porque essa é uma atitude muito madura da minha parte. Mas falando sério agora, eu terminei esse filme quase batendo palmas de pé. Além de ser uma história maravilhosa, a atuação do Eddie Redmayne (meu eterno Marius de Les Misérables <3) está impecável. O trabalho e delicadeza dele como Stephen Hawking é impressionante. Felicity Jones também está uma linda e acredito que ela passou bem toda a luta da ex-esposa de Hawking.

A Teoria de Tudo é um filme triste, mas ao mesmo tempo não. Porque mesmo já bem debilitado por conta da doença, mostra como o Stephen Hawking passou por cima de tudo e quase de todos e lançou seus estudos e suas teorias. E não deixou que a ELA acabasse com toda a genialidade dele. E olha, para quem no início tinha apenas mais dois anos de vida, Hawking está muito bem obrigada. O astrofísico completou recentemente 73 anos e segundo o filme não tem planos para uma aposentadoria.

Além de Melhor Filme, A Teoria de Tudo está concorrendo também em outras quatro categorias no Oscar, entre elas as de melhor ator e atriz. E o filme já ganhou o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora e o Eddie Redmayne ganhou de Melhor Ator de Drama.

Espero que gostem da indicação. Semana que vem tem mais com a Carol!

Beijos

Olá pessoal, como estão? A minha semana foi bem corrida, mas ok. Hoje, finalmente, é sexta-feira e eu só quero descansar. Acho que quem acompanha meus posts desde o início sabe que eu amosou filmes de romance recheados de clichês e tudo mais, pena que isso não aconteceu com Amor Sem Fim (Endless Love, 2014), que é um remake do filme de mesmo nome lançado em 1981 e baseado no livro de Scott Spencer.

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Jade Butterfield (Gabriella Wilde) é uma jovem rica que acabou de se formar no ensino médio e já tem uma vaga garantida no curso de medicina na universidade de Brown. Com a morte do irmão mais velho alguns anos antes, Jade se fechou para todos a sua volta, menos sua família, com isso ela não te nenhum amigo ou relacionamento na escola. David Elliot (Alex Pettyfer) é um rapaz sem muitas ambições na vida, que trabalha como manobrista e ajuda o pai em sua oficina mecânica e que sempre teve uma queda pela menina, mas nunca teve coragem de falar nada.

No dia da formatura os dois se encontram por um acaso e um sentimento mútuo começa a crescer entre os dois. Jade então para se aproximar mais do rapaz, sem dar muito na cara, pede para os pais uma festa para comemorar a formatura e finalmente começar a se conectar com os colegas de classe. A festa de início não sai como ela imagina, mas David aparece e consegue reverter à situação, transformando aquela noite na melhor da vida dela em muitos anos. Daquele dia em diante eles decidem passar todos os dias do verão juntos para aproveitarem cada minuto e com isso à menina começa a sair da “bolha” que ela havia criado há muito tempo. Ao corresponder toda a paixão de David, Jade começa a redefinir suas prioridades na vida, para a preocupação de seu pai superprotetor, que não gosta do envolvimento da filha com um rapaz “sem futuro”.

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O que mais tem hoje em dia é filme com essa mesma história e eu nunca me incomodei com isso. Sou dessas que mesmo já sabendo do final ainda torce pelo casal e dependendo da época do mês chora com a resolução. Mas em Amor Sem Fim eu não senti nada disso. Eu achei o filme tão sem objetivo e sem motivo para muitas coisas acontecerem. Saiu de nada e foi para lugar nenhum. Faltou um algo a mais na história para o filme ser mais atrativo.

Tirando o problema com a história eu gostei bastante dos atores principais. Eu adoro o Alex Pettyfer desde Alex Ridder Contra o Tempo (Stormbreaker, 2006) e ele estava lindo em A Fera (Beastly, 2011), minha única vontade durante o filme era de cortar um pouco do cabelo dele, mas fora isso o papel combinou com ele. E a personagem da Gabriella Wilde caiu como uma luva para ela, porque ela é toda fofa e delicadinha. Os dois juntos formam um casal bem bonito e eles têm bastante química, o que ajudou muito durante o filme.

Alguém já assistiu Amor Sem Fim? O que achou?

Semana que vem tem mais!

Beijos

Para assistir: Se eu ficar

Bom dia, gente. Como foi a semana de vocês? Essa semana eu trouxe um filme com a Chloe Grace Moretz, aquela atriz que atuou em filmes como Kick-Ass e Carrie. Se eu ficar estreou no ano passado e foi muito comparado com A Culpa é das Estrelas.

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Se Eu Ficar apresenta a triste história da família Hall, cuja estrutura foi literalmente abalada por um acontecimento terrível. Os pais de Mia Hall (Chloe Moretz), o casal de roqueiros Denny (Joshua Leonard) e Kat Hall (Mireille Enos) são espontaneamente alegres e meio desajeitados, mas possuem um amor imenso pelos filhos. O foco principal do filme não se dá apenas pela relação de Mia com os pais, seu irmão mais novo e sua melhor amiga, mas sim por seu relacionamento amoroso com Adam Wilde (Jamie Blackley). O filme relata cada passo do envolvimento entre os dois, desde a primeira vez que o músico vê Mia enquanto ela tocava seu violoncelo até o momento em que a relação deles começa a ter seus primeiros obstáculos.

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Durante uma viagem para visitar os avós, Mia e sua família sofrem um terrível acidente na estrada. Em coma, a garota passa por uma experiência fora do corpo. Ainda no local do acidente, vê sua família e o seu próprio corpo serem levados ao hospital. Chegando lá, presencia as tentativas da equipe médica em salvá-los e o desespero dos familiares. Diante daquela situação, Mia se vê obrigada entre a decisão de lutar para despertar e retomar a vida ou simplesmente desistir e morrer. A partir desse momento, toda a história dela, de sua família e do relacionamento com Adam são mostrados em flashback.

Posso afirmar que não é o tipo de filme que vai agradar a todos – ele tem um público específico, mas com certeza tem seu valor. A trilha sonora é ótima, assim como a fotografia e o elenco. Gosto bastante da Chloe Moretz, ela é uma grande revelação entre as atrizes de sua idade. O restante dos atores também não deixaram a desejar, cada um exercendo bem o seu papel.

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Se você é uma pessoa emotiva, já prepare os lencinhos. Espero que tenham gostado da dica da semana! Tem resenha do livro aqui.

Fiquem com o trailer:

Já assistiram? Gostaram? Conta pra gente!

Beijos.

Olá pessoal, como estão? O que dizer desse feriado maravilhoso que mal chegou, mas eu já considero pacas? É pra glorificar de pé. Enfim, essa semana eu vim indicar uma série para vocês. Criminal Minds já está na 9ª temporada, mas não use isso como desculpa para não assistir, porque, pra mim, ela á atualmente uma das melhores séries policiais no ar.

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Criminal Minds é uma série de drama policial que mostra a rotina da equipe da Unidade de Análise Comportamental (ou BAU – Behavioral Analysis Unit) do FBI, com sede em Quântico, Virginia. Enquanto os detetives comuns procuram por evidências nos crimes, a BAU analisa o comportamento, o modus operandi, o ritual e a assinatura do assassino, assim eles traçam o perfil e chegam a uma lista de suspeitos. Eles analisam os crimes de dentro para fora, procuram entender qual foi o estopim que gerou a vontade do assassino de matar. A partir dessas informações eles conseguem dizer onde ele vive, onde trabalha, uma média de idade e até descobrem o que ele está pensando e conseguem antecipar os próximos movimentos antes dele agir novamente.

SHEMAR MOORE, A.J. COOK, JEANNE TRIPPLEHORN, JOE MANTEGNA, MATTHEW GRAY GUBLER

A equipe da BAU é composta – atualmente – por Aaron Hotchner (Thomas Gibson) o chefe da equipe; Derek Morgan (Shemar Moore) agente especial, especialista em crimes obsessivos e treinador tático do FBI; Dr. Spencer Reid (Matthew Gray Gubler) o mais novo da equipe com um QI de 187 que consegue ler 20 mil palavras por minuto; a agente Jennifer Jareau (A.J. Cook), JJ, que começa como uma especialista em como lidar com a mídia, mas que agora é considerada também uma agente especial; David Rossi (Joe Mantegna) agente especial sênior, que já trabalhou uma vez na BAU, porém se aposentou para escrever livros e dar palestras sobre análise criminal, mas que retorna para o emprego quando um dos agentes, Jason Gideon (Mandy Patinkin), resolve pedir demissão; Dr. Alex Blake (Jeanne Tripplehorn) especialista em linguística do FBI; e Penelope Garcia (Kirsten Vangsness) a técnica em análise de dados e informática da equipe, que foi contratada após ser presa por hackear o site do FBI.

Uma das coisas mais interessantes de Criminal Minds e que a difere das outras séries policiais é justamente o fato de não darem tanta atenção ao crime em si, mas ao assassino e suas motivações. Claro que eles mostram como o suspeito está agindo, isso é essencial para os espectadores acompanharem a linha de pensamento da equipe. A série tem o formato de apresentar toda semana um caso diferente – com algumas exceções – mas, além disso, nós também conhecemos um pouco da vida dos agentes fora do trabalho, como eles são com as suas famílias e o que fazem em suas folgas.

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Criminal Minds não é o tipo de série que recomendo para fazer uma maratona. Porque olha, mexe muito com o emocional. Isso pode ser uma frescura minha, mas tem alguns casos que de fato causam muita repulsa e agonia, e acredito que não seja muito bom ter isso por muitas horas, acho que ninguém gosta disso. Tirando isso, eu recomendo que assistam todas as temporadas, porque de fato a série é muito boa e vale a pena cada episódio, porque além deles serem excelentes, você acaba se conectando com a equipe do BAU.

Alguém assiste Criminal Minds? O que acha? Pessoal, feliz Páscoa para todos. Semana que vem tem mais.

Beijos.

Filmes que valem a pena

Eu vi uma notícia que me deixou pensativa, os filmes Os Miseráveis O Lado Bom da Vida tiveram muitas indicações ao Oscar, porém, não conquistaram público no Brasil. Assim que foram lançados nos cinemas brasileiros, tiveram público menor que João e Maria: Caçadores de Bruxas. Isso me fez questionar qual é o gosto do brasileiro.

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Sem generalizar, mas os números mostram que filmes de comédia, ação e de puro entretenimento são sempre os que se destacam mais. Parece que ninguém quer sair de casa para assistir drama no cinema, filmes assim sempre ficam esquecidos. Principalmente os filmes que concorrem ao Oscar, que são os que possuem alta carga dramática, excelentes atuações e histórias que nos fazem refletir. Podemos ver com o cinema brasileiro mesmo, os filmes com comédia e ação são os que tem maiores bilheterias.

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Apesar de serem bons, já assisti vários ganhadores de Melhor Filme e teve muitos que não gostei. Ser indicado pela Academia não significa que será unanimidade, mas isso fará com que o filme esteja na mente das pessoas. Outro fato é que a maioria desses filmes são lançados diretamente em DVD, nem chegam às salas de cinema do Brasil. Outros filmes que valem a pena: Django Livre, As aventuras de Pi, As Vantagens de Ser Invisível.

Filmes menos populares também são bons e deveriam cativar mais espectadores.

Beijos!