Olá pessoal, como estão? Hoje eu estou meio que correndo então não vou enrolar muito. Semana passada eu assisti a um filme que mostra um pouco do que aconteceu por trás da produção de um dos meus filmes favoritos da Disney, Mary Poppins. O filme em questão é o “Walt nos Bastidores de Mary Poppins”, o nome em português dá a entender que é apenas um documentário mostrando o behind the scenes, acredito que o original, “Saving Mr. Banks”, apresenta melhor a proposta do filme.

SAVING MR. BANKS

Por 20 anos Walt Disney (Tom Hanks) tentou adquirir os direitos de Mary Poppins da escritora australiana P.L. Travers (Emma Thompson), mas a mulher sempre muito difícil se recusou a vendê-los com medo de que Disney transformasse sua história em mais um de seus desenhos bobos. Porém quando se agente a avisa que ela está entrando em uma crise financeira e que o dinheiro oferecido por Walt ajudaria ela decide negociar. Travers então viaja para os Estados Unidos para trabalhar com a equipe escolhida por Disney para produzir o filme.

Nos estúdios da Disney em Burbank, Los Angeles, Travers conhece a equipe composta pelo roteirista Don DaGradi (Bradley Whitford) e os compositores da trilha sonora os Richard e Robert Sherman  (Jason Schwartzman e B. J. Novak respectivamente) e acha que é imprópria a maneira que eles estão tratando sua história. Ao conhecer pessoalmente Walt Disney ela o trata de forma hostil e grosseira, mesmo ele se mostrando totalmente amigável e avisa que só assinará o contrato de concessão dos direitos de Mary Poppins se a produção do filme for do jeito que ela quiser.

SAVING MR. BANKS

O trabalho da escritora com a equipe de criação é difícil, já que ela não gosta de nada que é apresentado e faz algumas exigências que chegam a ser absurdas. O maior problema dela é com a forma que George Banks, o pai da família que Mary Poppins é contradada como babá, é retratado. Mas a gota d’água para ela é quando ela descobre que o filme usaria animações. Ela então devolve o contrato sem assinar para o Walt e volta para a Inglaterra. Disney então descobre que P. L. Travers é o pseudônimo da escritora e que seu verdadeiro nome é Helen Goff e que a preocupação dela com o Mr. Banks é que ele é uma personificação de seu pai e ela não queria decepcioná-lo.

Paralelo à produção do filme é mostrado através de diversos flashbacks à infância de Travers, quando ela ainda era Helen Goff, e de onde surgiu toda a ideia para Mary Poppins. É apresentado como ela era bem próxima ao pai, Travers Goff (Colin Farrell) que era gerente de um banco no interior, mas que foi demitido por conta do seu vício no álcool e que veio a falecer meses depois.

SAVING MR. BANKS

Eu adorei o “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” não só porque me fez voltar a minha infância e lembrar a história , mas porque mostra a produção do filme em si . As cenas dos irmãos Sherman criando as músicas quase me fizeram chorar de felicidade e de raiva. Felicidade porque é impossível não sorrir com qualquer música de Mary Poppins e de raiva por saber que até hoje eu não consigo falar “Supercalifragilisticexpialidocious”.

Emma Thompson está impecável no filme. Não sei se o fato de eu gostar muito dela como atriz interfere nisso, mas ser ranzinza tempo todo combinou bastante com ela, não que ela seja assim de fato. E o Tom Hanks como Disney eu quis dar um abraço nele. Ele passou algo tão paternal e era engraçado ver ele tendo que ignorar toda a hostilidade da Travers e continuar sendo amigável com ela para conseguir os direitos do filme.

Alguém já assistiu ao filme no cinema? Conseguem falar “Supercalifragilisticexpialidocious”?

Semana que vem tem mais.

Beijos.

Oi, gente! Eu estava um pouco sumida, mas voltei! Essa é a última semana em que falamos sobre os filmes indicados ao Oscar e semana que vem a premiação mais famosa do mundo vai ao ar, no dia 2 de março (domingo). Não perca! Então vamos ao que realmente interessa, as três últimas indicações que sobraram foram: O Lobo de Wall-Street, Nebraska e Gravidade.

O Lobo de Wall-Street

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O filme foi baseado nos livros “O Lobo de Wall Street” de 2007, e “Catching the Wolf of Wall Street”, de 2009. A história, de certa forma, dá glamour à vida do ex-corretor e agora palestrante Jordan Belfort, que foi condenado a quatro anos de prisão em 1998 por fraude e lavagem de dinheiro, chegando a cumprir menos de dois anos. Os que não conhecem a história se veem confusos tentando entender o verdadeiro caráter do protagonista: um aproveitador, um esperto, um visionário, um charlatão, ou apenas alguém querendo subir na vida? Repugnante ou fascinante?

Leonardo DiCaprio foi o responsável por dar veracidade a essa figura intrigante. Após alguns anos de carreira, tal filme pode finalmente dar a ele o Oscar de Melhor Ator. Num filme que parece recheado de excessos, sua atuação é brilhante, construindo o agora ex-corretor de forma minuciosa e precisa, em meio a drogas, surubas, adaptando uma expressão sobre a qual jamais se pensaria no final do século passado.

Além de cenas surreais, o filme tem sequências fortes de drogas e sexo: países como Índia, Malásia e Líbano censuraram sua exibição. Além de DiCaprio como protagonista, Jonah Hill também foi indicado ao Oscar como coadjuvante: no total foram cinco indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Roteiro Adaptado. Atenção também para duas excelentes pequenas participações: brilha no início do filme o principal concorrente de DiCaprio (e favorito) no Oscar, Matthew McConaughey; mais para o final, um dos vencedores da mesma categoria pouco tempo atrás, Jean Dujardin (de “O Artista”).

Apesar de não ser meu gênero preferido, o filme tem uma trama que vale a pena ser contada. Eu não acredito que o filme vá ganhar nessa categoria, mas pode ser que Leonardo Dicaprio leve a estatueta por sua atuação.

 

Nebraska

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Woody Grant () é um pai idoso, ex-alcoólatra, que recebe uma daquelas cartas de marketing dizendo que ganhou 1 Milhão de dólares e precisa ir até Lincoln, em Nebraska, para receber o prêmio. Como sua família não quer se deslocar de Montana para Nebraska (cerca de 2 dias de viagem de carro) por algo que sabe ser uma farsa, Woody cria o hábito de tentar fugir e tentar ir pra Lincoln à pé. Cansado de ter que procurar o pai quase toda noite, David Grant () resolve finalmente fazer a viagem com o pai, para assim provar que o dinheiro era só um esquema para assinaturas de revistas. Nessa viagem vemos várias cenas clássicas de rodovias, lotada de caminhões, motoqueiros em suas Harley-Davidsons, maquinários agrícolas, trens de cargas e essas coisas que costumávamos ver com frequência lá pela década de 60. Durante a viagem vamos descobrindo um pouco mais da relação de Woody com os filhos, que não era nada boa.

Não gostei muito do filme, mas também não é de todo ruim. Se você curte filme em preto e branco, clássicos do cinema, então provavelmente vai te agradar.

Gravidade

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 A história conta basicamente sobre o momento em que Ryan Stone (Sandra Bullock) está em sua primeira missão espacial ao lado do astronauta veterano Matt Kowalsky (George Clooney), que se despede da função neste último voo. Mas durante um passeio espacial aparentemente rotineiro, um acidente ameaça a vida dos passageiros, que têm sua nave destruída. Absolutamente sozinhos no espaço, Stone e Kowalsky são obrigados a lutar lado a lado para sobreviver em um ambiente de total escuridão. O filme é um estudo de personagem, onde a apresentação e construção emotiva e das ações da doutora Ryan Stone são fundamentadas e muito bem estruturadas. Nada nos diálogos é gratuito, nenhum comportamento é infundado. A Dra. Stone não é uma heroína. Ela é uma insegura novata, que lida com os efeitos no corpo da falta de gravidade e parece que mal sabe o que tá fazendo. E o filme também é um exercício de metáforas, onde as limitações da doutora, físicas ou emocionais, nos remetem às nossas próprias. Isso é o resultado de um personagem bem construído. Até mesmo os momentos em que o silêncio reinava eram angustiantes, mas nunca entediantes, tudo claramente pensado.

Além de excelentes atuações, achei a produção muito inteligente e os efeitos são incríveis!

Infelizmente, apenas um dos nove filmes pode levar o título de Melhor Filme. O meu preferido com certeza é Clube de Compras Dallas, e também gostaria que os atores do filme levassem os prêmios. E vocês? Estão torcendo para qual filme? Espero que tenham gostado da Maratona Oscar!

Até semana que vem, beijos!