Ultimamente eu só tenho preferido assistir filmes de ação ou drama e vocês sabem muito bem disso, porque a maioria dos que eu assisto costumo compartilhar aqui no blog. Dei um tempo nos filmes românticos, mas como boa parte das leitoras são mulheres e eu sei que vocês se derretem por romancezinho bobo, né? Aproveitei pra dar um tempo na sequência de filmes ação-drama e assisti na semana passada A Escolha filme do querido (ou odiado?) Nicholas Sparks.

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O filme é baseado no livro A escolha e conta a história de Travis Parker (Benjamin Walker) um veterinário, que tem uma linda casa a beira-mar na pequena cidade de Beaufort, Carolina do Norte, amigos leais, mas seus relacionamentos amorosos são passageiros e para ele isso basta. Até que um dia em uma reunião com seus amigos no quintal de casa ele conhece a nova vizinha Gabby (Teresa Palmer) a garota vai até a casa dele para reclamar que o cachorro dele deixou a cadela dela prenha. Travis provoca Gabby deixando-a ainda mais irritada.

Apesar de suas tentativas com Gabby, a garota parece ter mais raiva dele. Mas, tudo tende a dar certo já que eles possuem uma coisa em comum: amam cachorros. E por essas circunstâncias os dois acabam se conhecendo melhor e darem uma chance ao relacionamento “vizinho-vizinha”. E aí que o sentimento começa a surgir, após um convite de Travis para Gabby passar uma tarde com seus amigos em uma ilha os dois se aproximam ainda mais. Gabby aceita já que Ryan (Tom Welling) seu namorado está viajando à trabalho.

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O sentimento dos dois começa a ficar mais forte quando Gabby convida Travis para jantar em sua casa, os dois acabam se beijando e passando mais tempo juntos. A garota acaba terminando seu relacionamento com Ryan para viver ao lado de Travis. O relacionamento é um pouco conturbado já que Travis faz questão de irritar Gabby, até que um dia ele pede ela em casamento, os dois se casam e acabam tendo 2 filhos lindos, mas o conflito entre os dois continua mesmo assim.

Confira o trailer:

O filme possui bastante clichês, aquela coisa melosa e dramática que Nicholas faz questão de mostrar em seus romances. Achei o filme bem bom, teve um final menos sofrido como dos outros filmes dele que eu já assisti. Posso dizer que eu me surpreendi com o final, acabei não falando na resenha, justamente pra vocês assistirem. Caiu algumas lágrimas aqui, confesso hahaha! O longa tem ótima fotografia e trilha sonora! 😉

E aí, já assistiu?

Bom dia, gente! Como vocês estão nessa sexta-feira? Hoje eu trouxe pra vocês a crítica de um filme baseado em um dos livros de Nicholas Sparks, O melhor de mim. Pra quem é fã da literatura americana, no mínimo já ouviu falar desse autor e dos seus livros, que já renderam em seguida vários filmes, como “A última música” e “Um amor para recordar”. Eu, particularmente, acho os romances do Sparks bastante água com açúcar, e já deixei de ler os livros para esperar pelos filmes!

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Em O melhor de mim, o casal principal é formado por Dawson (James Marsden) e Amanda (Michelle Monaghan), que se conhecem durante a adolescência noS anos 90 e acabam se apaixonando. É uma história clichê de amor impossível – Amanda vem de uma família rica de uma pequena cidade da Louisiana e Dawson vive dificuldades ao lado de seu pai “vilão” e os dois irmãos são tão ruins quanto.

A trama se passa nos dias de hoje após anos de separação, quando Dawson e Amanda recebem uma ligação informando o falecimento de um amigo. Tendo seus nomes vinculados no testamento do falecido, os dois são obrigados a retornar à cidade natal e então acontece o reencontro. A partir daí, as cenas são revezadas por flashbacks e os dias de hoje, mostrando o real motivo da separação dos dois.

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Pra ser bem sincera, não é pior e nem melhor do que eu imaginei que seria. É bem filme de sessão da tarde e eu com certeza acho que a escolha dos personagens não foi boa, pois não houve química e nem identificação. E quanto ao desfecho do filme, me decepcionou mais ainda!

Fique com o trailer:


E você, o que achou do filme?

Resenha: O melhor de mim

Ei, pessoal! Cá estou eu em mais uma quinta-feira, indício de que o fim de semana está chegando (graças a Deus)!

Bom, hoje eu escolhi falar um pouquinho sobre um livro mais recente do Nicholas Sparks. Essa é uma história muito bonita que dá ênfase a um amor de juventude que apesar dos anos nunca enfraqueceu. Eu não sei vocês, mas eu sou uma grande fã do amor verdadeiro (mais do que gostaria de admitir), daquelas que bem lá no fundo acredita em uma alma gêmea escondida por esse mundo afora. O título do livro é O Melhor De Mim, um romance que nos afirma que o primeiro amor deixa marcas para a vida inteira.

O romance se passa em uma cidade pequena, Oriental, onde Amanda Collier e Dawson Cole moraram a vida inteira. Apesar de já terem se visto, foi aos 17 anos que começaram um convívio forte o suficiente para se transformar em uma beleza amizade, que mais tarde viria a se tornar amor.

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Amanda, parte de uma família rica e tradicional, via em Dawson um porto seguro calmo e tranquilo, ao qual podia recorrer sempre que precisava fugir da pressão de seus pais – que não escondiam ser contra o relacionamento deles. Dawson era quieto e solitário, fez de tudo para ser diferente da família de mafiosos e sem caráter na qual nasceu. A garota por quem se apaixonara era a pessoa para quem dava o melhor de si, sem esperar nada em troca. Pressionada pela família, Amanda sugere uma fuga para que os dois possam, enfim, viver em paz. No entanto, Dawson não quer estragar o futuro dela e, acreditando estar fazendo o que é certo, rompe o namoro e decide seguir sua vida sozinho.

 ” – (…)- Ele chutou o chão. – Quando você ama uma pessoa, você precisa libertá-la, não é? Pela primeira vez, um brilho surgiu nos olhos de Amanda. – E, se ela voltar, é porque o destino quis assim ? É isso que você acha que está acontecendo ? Que a nossa vida virou um clichê ? – Ela agarrou o braço de Dawson, fincanco os dedos em sua pele.- Nós não somos um clichê – (…) Vamos encontrar uma maneira.(…)”

Aproximadamente vinte anos depois eles voltam à cidade onde tudo começou. Isso porque o melhor amigo que os dois já tiveram, Tuck Hostetler (um grande destaque no livro), acaba de morrer. O velório do velho amigo os une novamente e desperta sentimentos adormecidos no casal. Diferentes dos adolescentes que costumavam ser, Dawson começa a trabalhar em uma plataforma de petróleo e Amanda se casa e tem três filhos. Ambos ficam surpresos e felizes com o reencontro. Trocam histórias, confidencias, lembranças… Mas nem tudo é felicidade nesse fim de semana. Os primos de Dawson ainda querem vingança, Dawson começou a ver a imagem de um homem que o segue, a mãe de Amanda ainda a controla, e a própria Amanda está infeliz com o grave problema que enfrenta em seu casamento e que irá piorar ainda mais quando o fim de semana chegar ao fim.

 “Dawson era uma dessas raras pessoas que só conseguem amar uma vez – e única coisa que a separação podia fazer com esse sentimento era torná-lo mais forte. (…) Afinal de contas, o amor sempre diz mais sobre quem o sente do que sobre a pessoa amada.”

Dawson é um personagem extremamente apaixonante, em todos os aspectos. A narração é revesada entre os personagens, fazendo com que a leitura flua ainda mais facilmente. Nicholas Sparks tem um dom divino de fazer obras únicas, tocantes, envolventes, e impactantes na medida certa; Obras que exploram até o mais profundo aspecto do amor, através de palavras que se tornam inesquecíveis em nossas mentes e em nossos corações.

Convenhamos, parece uma história clichê… E é de certa forma, o que torna interessante é o modo que Nicholas Sparks coloca a história, o envolvimento dos personagens, os diálogos. Além do romance, há uma pitada de drama, sobrenatural e ação por conta da família criminosa de Dawson. O final desperta um misto de sentimentos no leitor, até hoje não consegui me decidir se gostei ou não, mas posso dizer que não poderia ter sido de outra forma melhor a não ser a que Nicholas Sparks escreveu:

“Porque você não é só alguém que amei no passado. Você era minha melhor amiga, a melhor parte de quem eu sou, e não consigo me imaginar desistindo disso outra vez. – Ele hesitou, buscando as palavras certas. – Eu lhe dei o melhor de mim e, depois que você foi embora, nada jamais voltou a ser o mesmo” – Dawson.

Observação: Um filme baseado no romance está vindo por aí! Aguardando ansiosa 😀

Até a próxima, gente!

Beijinhos!

Livros para ler no inverno!

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Olá pessoas! Estou de volta após duas semanas de ausência por motivos universitários (lê-se: exploração dos professores). Enfim! Essa é a minha última semana na faculdade nesse semestre, acredito que os compromissos escolares de vocês também estão chegando ao fim.  Sinto cheiro de férias!  Já posso imaginar minhas manhãs de sono, madrugadas na internet, filmes, séries, livros… O paraíso!
Então vamos ao que interessa, leitoras. Nessa semana, véspera de férias, eu vim indicar alguns livros bem legais para vocês curtirem durante esse “winter break”.

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1 – A Última Música (Nicholas Sparks)

A Última Música conta a história de Ronnie, uma garota rebelde cujos pais se separaram e logo o pai acaba se mudando para Wrightsville Beach, North Carolina. Desde o divórcio, Ronnie não se relaciona bem com sua mãe, mas principalmente com o pai que não via há alguns anos.  Deixou para trás até mesmo sua paixão, o piano, e a vontade de um dia entrar para Julliard. Steve, seu pai, era pianista e a ensinara tudo o que ela sabia. A última coisa que ela gostaria era trazer lembranças de quando compunham juntos, o que a faria querer um tempo que não tinha volta. A mãe, disposta a mudar a situação, manda Ronnie e seu irmãozinho para Wrightsville Beach para passarem o verão com Steve.

Viajando contra sua vontade, ao chegar à cidade Ronnie apenas se aborrece mais. Cidade pequena, não há nada para fazer, aparentemente todo mundo se conhece… Ela simplesmente não achava que agüentaria ficar ali por tantos meses.

“– Oi, querida. É bom ver você.
Ronnie não respondeu.
– Não seja rude. Seu pai está falando com você. Diga alguma coisa.
Kim a repreendeu.
Ronnie cruzou os braços:
– Tudo bem. Olha só, não vou tocar piano para você.”

Steve faz o possível para fazê-la se sentir confortável, mas Ronnie permanecia relutante, sempre o tratando mal. A garota se mete em algumas confusões e conhece más companhias. Eis que surge Will, um garoto que a faz se sentir bem novamente pela primeira vez em três anos, uma brecha para que outros sentimentos substituíssem o ódio e a mágoa.

“… Will olhou pela janela.

– Você acha que poderíamos dar um passeio?

Dessa vez ela sabia com certeza que ele queria passar um tempo a sós com ela – porque ele gostava dela, mesmo sem ter certeza se ela sentia o mesmo.

Olhou bem nos olhos dele:

– Adoraria dar um passeio.”

O verão segue cheio de surpresas, incluindo uma reaproximação com Steve. A música volta à sua vida, bem como o seu humor. Ela podia ver graça novamente.
No entanto, Ronnie vê sua felicidade se desmoronar mais uma vez.

“– Se nem estava pensando em me contar, por que me fez vir para cá? Para que eu pudesse ver você morrer?
– Não, querida. É exatamente o contrário. Pedi para você vir para que eu pudesse ver você viver.”

Soa como uma história clichê, mas é um livro muito realista. Eu acredito que muitas garotas se identificam com a história de Ronnie, principalmente com a relação entre ela e os pais. O modo como Nicholas colocou a música, um elo entre Ronnie e Steve, é muito especial.

“Apesar de sua condição, ele parecia entender o que Ronnie tinha feito. Aos poucos, viu sua expressão de interrogação ser substituída por uma de deslumbramento. Ao olhar para o piano exposto em seu canto na sala, ela soube que havia feito a coisa certa. Inclinando-se, deu-lhe um beijo no rosto.
– Terminei a nossa música. Nossa última música. E quero tocá-la para você.”

 

2 – O Senhor da Chuva (André Vianco)

Minha próxima escolha é um livro cujo autor é brasileiro.

O livro conta a história de um jovem e problemático traficante, já em más condições de vida. Em seguida somos apresentados a Thal, um anjo que se une a Gregório e passam a formar um novo ser, corpo de humano e alma de anjo. Gregório começa a perceber muitas mudanças tanto físicas quanto dos próprios valores e sentimentos. Uma das coisas que mais me agradou ao ler foi o fato da chuva revigorar e fortalecer os anjos e agora o próprio Gregório. A cena descrita por Vianco fica muito convincente.

Gregório continua com suas batalhas e desafios humanos na terra, Thal sofre as conseqüências por habitar um corpo humano e assim dando espaço para uma nova e grandiosa guerra contra as trevas. Os dois começam a buscar guerreiros para talvez uma das maiores batalhas entre anjos e demônios.

Sobre a escrita do autor, eu acho que facilitou muito a leitura e compreensão do que ocorre, alguns pontos são muito bem trabalhados como a aparência dos anjos e os conceitos de batalha, preparação e cenas. Particularmente, eu acho que esse autor contribui muito para a ficção em nosso país, principalmente porque não se vê muitos livros bons desse gênero literário por aqui. Pelo menos eu nunca li um que fosse tão bom quanto os do Vianco.

 “Gregório estranhou que, mesmo antes da esfera aterrizar, os anjos se agitaram, desembainhando as armas de luz.

A esfera revelou um anjo alto e magnífico, o mais forte de todos ali, com asas cor de ouro e pele quase humana, sem nenhum tom de metal. Os olhos eram duas brasas azuis cintilantes. Mantinha a espada guardada e as mãos longe da bainha. A figura era impressionante.
… – Está bem, nobre guerreiro. O que está feito está feito”.

 

3 – A Sombra do Vento (Carlos Ruiz Zafón)

A história se passa em 1945, em Barcelona. Daniel Sempere, o personagem principal, é um garoto de onze anos que perdeu a mãe muito cedo. Em uma madrugada, inundado pela tristeza ao perceber que não se lembra das feições dela, não consegue dormir. Seu pai decide levá-lo a um misterioso local histórico: o Cemitério dos Livros Esquecidos.

“– Este lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, e a alma dos que o leram, que viveram e que sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece”.

Em tal lugar, repleto de livros que ninguém quis guardar, Daniel encontra “A sombra do vento”, um livro que mudará o rumo de sua vida e o arrastará para segredos que ele jamais poderia imaginar.

 “Certa ocasião ouvi um cliente habitual da livraria de meu pai comentar que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro que realmente abre caminho ao coração. As primeiras imagens, o eco dessas palavras que pensamos ter deixado para trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde – não importa os livros que leiamos, os mundos que descubramos, o quanto aprendamos ou nos esqueçamos – iremos retornar. Para mim, essas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos”. Daniel Sempere. 

A história o fascina de tal forma que  Daniel quer mais livros de Julian Carax, o escritor do livro, mas logo descobre que todos os (poucos) livros da autoria de Carax foram exaustivamente caçados, comprados ou roubados por alguém de identidade desconhecida, e então destruídos em fogo. A partir daí ele se transforma em um homem obcecado pela ideia do que pode ter acontecido a esse homem e seus livros. Daniel fica intrigado e, nos anos seguintes, começa a perguntar-se cada vez mais sobre este misterioso escritor.

Até que, certa noite, nosso jovem protagonista, já na adolescência, é perseguido por um homem estranho que possui o nome do personagem antagonista do livro de Carax. Ele lhe propõe a compra de “A Sombra do Vento”, que deve ser destruído. Daniel diz que vai à procura do livro, mas na verdade decide escondê-lo novamente no Cemitério dos Livros Esquecidos e se torna determinado a descobrir o paradeiro de Julian Carax.

Conheço algumas pessoas que não gostaram do livro, acharam o texto monótono e confuso. Concordo que o início pode levar o leitor a desistir de persistir na leitura, mas insisto que vale a pena continuar. O autor é um dos meus preferidos, Carlos Ruiz Zafón. E como o próprio diz, essa é uma história de:

“Livros malditos, do homem que os escreveu, de um personagem que fugiu das páginas de um romance para queimá-lo, de uma traição e de uma amizade perdida. É uma história de amor, de ódio e dos sonhos que moram na sombra do vento”.

E para encerrar o post de hoje, estou colocando uma foto das minhas três novas aquisições que me aguardam nessas férias! Fica a dica pra quem, assim como eu, ainda não leu!

livrosférias

Vou ficando por aqui, pessoal, espero que tenham gostado das minhas indicações!

Beijinhos!