Bom dia, gente! Tudo bem? Confesso que tô meio saturada já, por mim 2014 podia acabar amanhã. Enfim, vamos ao que interessa… Hoje eu trouxe um filme antigo. Decidi voltar para 1900 e bolinhas e resgatei Lendas da Paixão (Legends of the Fall), que conta com um elenco simplesmente fantástico.

Lendas da Paixão conta a trajetória de três irmãos – Alfred (Aidan Quinn), Tristan (Brad Pitt) e Samuel (Henry Thomas) -, cujo pai é o Coronel William Ludlow (Anthony Hopkins). A história começa apresentando a família por volta do início do século XX, o abandono da mãe dos garotos, deixando-os sozinhos com o pai no rancho. Alfred, o mais velho, é o mais reservado; Samuel é o caçula e protegido da família; Tristan, aventureiro desde novo, traça uma ligação especial com os índios da região, principalmente com o grande amigo de seu pai, o Facada.

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A trama começa a se desenrolar de fato quando os garotos crescem e Samuel volta para o rancho com uma noiva, Susannah Fincannon (Julia Ormond), que desperta encantamento nos outros dois irmãos. Talvez pela sua beleza delicada ou o sorriso despreocupado, Susannah no final das contas pega os três irmãos! No decorrer do filme, os rapazes alistam-se para a primeira guerra mundial (que roubou algumas cenas do filme) contra a vontade do pai e uma tragédia acaba acontecendo. O filme é focado principalmente no personagem de Brad Pitt, o filho do meio, aquele que possui o espírito livre e aventureiro, que está sempre em busca do que a vida pode oferecer pelo mundo afora. Suas angústias, sua paixão, seus desejos, felicidades, tudo é mostrado de uma forma bem romanceada e melancólica. O cenário do filme é lindo, enfatizando bem a natureza mágica do Canadá. Ao final, eu me senti bem sensibilizada pelo rumo que a vida de Tristan tomou, levando lágrimas aos meus olhos diversas vezes durante o filme.

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Você já pôde perceber a essa altura que o elenco é de responsa, né? Brad Pitt, Anthony Hopkins e Aidan Quinn no mesmo filme é sucesso na certa. A relação familiar me chamou muito a atenção, como o elo de ligação entre os irmãos e o pai é bonito. E como uma mulher pôde interferir de tal forma, causando discórdia. Não vou detalhar o final, vale a pena assistir para saber!

Eu adorei Lendas da Paixão, fui assistir pela primeira vez há alguns dias. Confesso que não estava apostando muito na história, mas acabei me deixando envolver pela família Ludlow e a beleza de Brad Pitt que está de tirar a concentração nesse filme (não que nos outros ele esteja feio, porque isso é impossível). Então fica a minha dica para você que curte um drama!

Confira o trailer:

Uma frase do filme que gostei bastante: “Os que mais o amaram foram os que morreram primeiro”.

E você, já assistiu o filme?

Beijos!

A Entrevista Com O Vampiro

Em homenagem ao Halloween que se aproxima, o post de hoje eu dedico ao meu filme de vampiro preferido. Antes de vampiros virarem sonhos de consumo de adolescentes como acontece em Crepúsculo Os diários do vampiro, eles eram usados como personagens de terror. Anne Rice escreveu uma série de livros e escreveu o roteiro adaptando um deles para o cinema. Você já deve ter ouvido falar de A Entrevista Com O Vampiro, certo? Caso a resposta seja não, se você for uma fã de elementos sobrenaturais tanto quanto eu vai querer assistir depois desse post!

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A história é sobre um vampiro, Louis (Brad Pitt), que conta sua longa vida de vampiro para um repórter (Christian Slater). Um pouco óbvio… Na verdade, ele  não conta toda a sua vida, mas a partir do momento em que foi transformado. O início de tudo é em 1700, logo após a morte de sua mulher e filha. Louis se encontra em tamanho desespero que faz qualquer besteira que possa o levar à morte. Ao invés disso, ele encontra o vampiro Lestat (Tom Cruise).

Lestat lhe faz uma proposta simples: ou Louis aceita se transformar em um vampiro e lhe fazer companhia, ou Lestat dará a morte que ele tanto deseja. Claro que Louis se transforma em um vampiro e os dois ficam passeando e se alimentando pelas principais cidades da época.

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Existe uma coisa nesse filme que o diferencia dos demais. Não há glamour no fato de ser um vampiro. O personagem Louis é melancólico. Ele sempre se arrepende de ter se transformado no que se transformou. Duas pessoas no filme vão lhe pedir para virarem vampiros, e ele não tem a menor intenção de transformar nenhuma delas. Ao mesmo tempo, o filme desmistifica muito coisa sobre os vampiros. Os vampiros aqui não morrem com estacas no coração, não temem símbolos religiosos ou coisas do gênero. Fica um ar de realidade no ar. Algo do tipo: como seria se um vampiro realmente existisse? O que torna tudo muito interessante, em minha opinião.

Há uma sedução no ar, mesmo quando Lestat vai morder Louis. Não acho que chegue a ser homossexual, na verdade os vampiros não parecem ter apenas uma preferência sexual. Eles não estão matando apenas por sobrevivência, eles estão realizando uma caça, existe todo um ritual. Inclusive, por isso acontece a parte mais assustadora do filme: eles transformam uma criança de 12 anos em uma vampira. Ela tem um rosto angelical e uma veia assassina que se transformam numa mistura impressionante. Vale ressaltar que ela não é uma má pessoa, na maioria das vezes a garota sequer tem noção do que faz a princípio. É apenas uma criança que mata, e com passar dos anos sua aparência não muda. Nem nunca mudará.

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Tom Cruise foi criticado pela sua escolha, mas fez um ótimo trabalho. Há algo em sua maquiagem que tira a aura de astro de Hollywood misturado com uma atuação contida. O melhor do filme, sem dúvida. A única coisa que deixa um pouco a desejar é a ação, que praticamente não existe nesse filme. É como uma vida normal de alguém, uma vida longa demais que foi relatada a alguém.

Espero que vocês tenham gostado da dica de  hoje, que veio mais cedo caso vocês não tenham percebido. Bom dia!

Beijinhos!