Bom dia, galera!

Há alguns dias eu assisti o novo filme da série do Percy Jackson – Percy Jackson e o Mar de Monstros – com o queridinho Logan Lerman e lembrei de um filme muito especial que eu assisti nas férias de verão. Vocês já devem ter lido/assistido/ouvido falar de As Vantagens de Ser Invisível, certo? Caso a resposta seja não, agora você vai ficar conhecendo! As Vantagens de ser Invisível, uma das adaptações mais esperadas do ano, foi publicado em 1999. No entanto, apenas uma década depois anunciaram a produção de seu filme, o que despertou o interesse do público, principalmente por causa do elenco.

O drama acompanha um garoto de 15 anos, Charlie (Logan Lerman) no momento de sua entrada no colegial em Pittsburgh. Charlie é um garoto muito solitário, sensível e ao mesmo tempo muito observador. Ele escreve cartas para um amigo que se foi, seu único amigo a quem podia confiar. Ele próprio narra sua história de uma forma muito parecida com um diário e é como se ele estivesse contando a quem assiste o que tem acontecido em sua vida, apesar do falecido amigo ser o “ouvinte”. Ele compartilha apenas seus pensamentos, sentimentos e os acontecimentos mais importantes da história.


Charlie começa contando o que ele pensa sobre a escola, o que aconteceu com seus antigos amigos e em alguns momentos relembra sua infância.  O garoto é do tipo que vê o significado das coisas, ele observa, analisa, questiona e apesar disso ainda é inteiramente inocente. Ele tenta participar, fazer amizades e ser um garoto normal, mas apesar de seus avanços durante toda a história ele não chega a mudar muito neste sentido e continua preso a suas lembranças e sentimentos do passado.Permanece um tempo solitário até que faz amizade com Sam (Emma Watson) e Patrick (Ezra Miller) que são veteranos da escola, não muito populares mas que o aceitam e o acolhem em seu grupo. É ai que toda a sua realidade muda, ele sai daquele torpor e começa a realmente viver todas as experiências da adolescência. Quando sua vida social começa a melhorar, Charlie vai a festas e se diverte com seus amigos, inclusive fica com uma garota, apesar de ser apaixonado por Sam.


Essa é uma sensível história de amizade, descobertas e romance. A frase “Nós aceitamos o amor que pensamos merecer” rendeu boas reflexões. As Vantagens de Ser Invisível emociona, encanta, nos faz relembrar o passado e almejar novas amizades como as que acompanhamos ali. Você se identifica imediatamente com Charlie e faz dele seu melhor amigo durante aquelas duas horas. Não importa a idade, todos podem encontrar um pouco de si em Charlie.

Se você ainda não leu/assistiu, não perca tempo! Caso já conheça, nos conte o que achou!

Beijinhos!

Cinema: Django Livre

Bom dia, galera! Mais uma quinta-feira chegou e hoje eu preparei uma resenha de um filme muito bom que estreiou esse ano!  Eu e meu gosto pela História, como sempre, me levou à Django Livre.

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Dirigido por Quentin Tarantino (Kill Bill), Django Livre já era de se esperar que tivesse o tipo de violência que choca e ao mesmo tempo é divertida, se é que faz algum sentido. A primeira cena mostra Dr. King Schultz (Christoph Waltz) aparecendo em uma carroça no meio da noite para interromper a viagem de alguns escravos que seriam vendidos na cidade. Um dos escravos era Django (Jamie Foxx). Schultz cruza os Estados Unidos atrás de criminosos, procurados “vivos ou mortos” e resolve sempre todas as questões com tiros e muita tranquilidade. Nessa primeira cena não foi diferente, Shultz matou o homem que conduzia os escravos, libertou os negros e levou Django consigo para obter informações a respeito de dois criminosos que procurava. A partir desse momento, ambos desenvolvem uma grande amizade e o antigo escravo passa a acompanhá-lo em sua jornada.

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Após muitas caçadas por fugitivos, Django deseja resgatar sua esposa, Broomhilda (Kerry Washington), que ele não vê há muitos anos, desde que ela foi vendida para outros proprietários. Ao contrário do que foi esperado, as melhores atuações não são destes dois protagonistas. A busca de Schultz e Django leva-os a Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). Apesar de ser um personagem secundário, DiCaprio deu um show de atuação como sempre. Um pouco misterioso e afetado, o excêntrico dono da grande plantação de algodão de Candyland é um apreciador de lutas entre escravos e parece ter uma relação incestuosa com sua irmã. Seu escravo de confiança idoso, Stephen (Samuel L. Jackson) é esperto e percebe coisas que seu dono não consegue enxergar – como o envolvimento de Django com Broomhilda. Samuel é outro grande ator, ganhou o centro das atenções em algumas cenas. Envelhecido no papel, suas frases de efeito são ótimas! Em Candyland está a esposa de Django, e uma sucessão de cenas inacreditáveis vai decidir o rumo da história.

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 Django Livre se apresenta com muito respeito em relação à cultura, à luta e ao papel dos negros no processo da própria libertação, já que neste filme eles são muito mais do que inocentes esperando que algum branco pudesse vir salvá-los da escravidão.

Ponto negativo: No meio do filme, que é bem longo (2 horas e 45 minutos de duração), há uma quebra de ritmo e o longa se torna um tanto instável. Sabe-se que houve vários problemas na produção e pós-produção do filme, inclusive sobre a duração. No entanto, não é nada que estrague ou comprometa a obra.
Ponto positivo: Excelentes atores, ótimas atuações, diálogos bem escritos. Foi indicado a vários prêmios como:

Em 2013, indicado ao Oscar de Melhor Filme e Ator Coadjuvante (Christoph Waltz)
Em 2013, indicado a Melhor Filme – Drama, Diretor, Ator Coadjuvante (Christoph Waltz e Leonardo DiCaprio) e Roteiro no Globo de Ouro
Em 2013, indicado aos Bafta Awards de Melhor Diretor, Roteiro Original, Ator Coadjuvante (Christoph Waltz), Edição e Som

Confira o trailer abaixo:



Bom resto de semana para vocês 🙂

Beijinhos!