Oi, gente! Eu estava um pouco sumida, mas voltei! Essa é a última semana em que falamos sobre os filmes indicados ao Oscar e semana que vem a premiação mais famosa do mundo vai ao ar, no dia 2 de março (domingo). Não perca! Então vamos ao que realmente interessa, as três últimas indicações que sobraram foram: O Lobo de Wall-Street, Nebraska e Gravidade.

O Lobo de Wall-Street

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O filme foi baseado nos livros “O Lobo de Wall Street” de 2007, e “Catching the Wolf of Wall Street”, de 2009. A história, de certa forma, dá glamour à vida do ex-corretor e agora palestrante Jordan Belfort, que foi condenado a quatro anos de prisão em 1998 por fraude e lavagem de dinheiro, chegando a cumprir menos de dois anos. Os que não conhecem a história se veem confusos tentando entender o verdadeiro caráter do protagonista: um aproveitador, um esperto, um visionário, um charlatão, ou apenas alguém querendo subir na vida? Repugnante ou fascinante?

Leonardo DiCaprio foi o responsável por dar veracidade a essa figura intrigante. Após alguns anos de carreira, tal filme pode finalmente dar a ele o Oscar de Melhor Ator. Num filme que parece recheado de excessos, sua atuação é brilhante, construindo o agora ex-corretor de forma minuciosa e precisa, em meio a drogas, surubas, adaptando uma expressão sobre a qual jamais se pensaria no final do século passado.

Além de cenas surreais, o filme tem sequências fortes de drogas e sexo: países como Índia, Malásia e Líbano censuraram sua exibição. Além de DiCaprio como protagonista, Jonah Hill também foi indicado ao Oscar como coadjuvante: no total foram cinco indicações, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor e Roteiro Adaptado. Atenção também para duas excelentes pequenas participações: brilha no início do filme o principal concorrente de DiCaprio (e favorito) no Oscar, Matthew McConaughey; mais para o final, um dos vencedores da mesma categoria pouco tempo atrás, Jean Dujardin (de “O Artista”).

Apesar de não ser meu gênero preferido, o filme tem uma trama que vale a pena ser contada. Eu não acredito que o filme vá ganhar nessa categoria, mas pode ser que Leonardo Dicaprio leve a estatueta por sua atuação.

 

Nebraska

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Woody Grant () é um pai idoso, ex-alcoólatra, que recebe uma daquelas cartas de marketing dizendo que ganhou 1 Milhão de dólares e precisa ir até Lincoln, em Nebraska, para receber o prêmio. Como sua família não quer se deslocar de Montana para Nebraska (cerca de 2 dias de viagem de carro) por algo que sabe ser uma farsa, Woody cria o hábito de tentar fugir e tentar ir pra Lincoln à pé. Cansado de ter que procurar o pai quase toda noite, David Grant () resolve finalmente fazer a viagem com o pai, para assim provar que o dinheiro era só um esquema para assinaturas de revistas. Nessa viagem vemos várias cenas clássicas de rodovias, lotada de caminhões, motoqueiros em suas Harley-Davidsons, maquinários agrícolas, trens de cargas e essas coisas que costumávamos ver com frequência lá pela década de 60. Durante a viagem vamos descobrindo um pouco mais da relação de Woody com os filhos, que não era nada boa.

Não gostei muito do filme, mas também não é de todo ruim. Se você curte filme em preto e branco, clássicos do cinema, então provavelmente vai te agradar.

Gravidade

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 A história conta basicamente sobre o momento em que Ryan Stone (Sandra Bullock) está em sua primeira missão espacial ao lado do astronauta veterano Matt Kowalsky (George Clooney), que se despede da função neste último voo. Mas durante um passeio espacial aparentemente rotineiro, um acidente ameaça a vida dos passageiros, que têm sua nave destruída. Absolutamente sozinhos no espaço, Stone e Kowalsky são obrigados a lutar lado a lado para sobreviver em um ambiente de total escuridão. O filme é um estudo de personagem, onde a apresentação e construção emotiva e das ações da doutora Ryan Stone são fundamentadas e muito bem estruturadas. Nada nos diálogos é gratuito, nenhum comportamento é infundado. A Dra. Stone não é uma heroína. Ela é uma insegura novata, que lida com os efeitos no corpo da falta de gravidade e parece que mal sabe o que tá fazendo. E o filme também é um exercício de metáforas, onde as limitações da doutora, físicas ou emocionais, nos remetem às nossas próprias. Isso é o resultado de um personagem bem construído. Até mesmo os momentos em que o silêncio reinava eram angustiantes, mas nunca entediantes, tudo claramente pensado.

Além de excelentes atuações, achei a produção muito inteligente e os efeitos são incríveis!

Infelizmente, apenas um dos nove filmes pode levar o título de Melhor Filme. O meu preferido com certeza é Clube de Compras Dallas, e também gostaria que os atores do filme levassem os prêmios. E vocês? Estão torcendo para qual filme? Espero que tenham gostado da Maratona Oscar!

Até semana que vem, beijos!

Filme do dia: Frozen

Olá pessoal, como estão? Semana que vem é Carnaval então todo mundo deve estar bem feliz por ter um tempo para descansar. Vou confessar que havia me esquecido do feriado. Só me lembrei da data porque meu professor avisou que não teria aula. Aparentemente eu estava buscando água em Marte e me perdi. Enfim, vamos ao que interessa, o filme de hoje entrou fácil na lista dos meus favoritos da Disney e agora tudo pra mim é “do you want to build a snowman?”. Sério, não paro de cantar essa música. Ok, vamos lá. Espero que gostem.

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Frozen conta a história de duas irmãs Elsa e Anna. Elsa (Idina Menzel) é a filha mais velha do rei e da rainha de Arendelle e nasceu com a maldição do gelo, que permite que a menina congele as coisas, faça nevar e outros. Um dia brincando com Anna (Kristen Bell), ela acidentalmente atinge a irmã. Para que a menor sobreviva os reis pedem ajuda para os trolls e o chefe deles retira de Anna todas as memórias relacionadas aos poderes de Elsa. Os pais das meninas então isolam a mais velha até que ela aprenda a controlar sua magia. Com medo de machucar a irmã novamente, Elsa passa todo o tempo trancada em seu quarto, ela não sai nem para ir ao enterro dos pais.

Quando Elsa completa 18 anos, todo o reino se prepara para a sua coroação. Anna é uma das mais animadas, visto que nunca pôde sair do castelo. Enquanto sai para conhecer um pouco do lugar a menina esbarra no Príncipe Hans (Santino Fontana) e eles logo se apaixonam e o jovem pede a mais nova em casamento, proposta essa que é aceita sem hesitação.  Apesar de estar com muito medo, Elsa consegue passar pela cerimônia de coroação sem grandes problemas. Durante a festa Anna apresenta o noivo para a irmã, porém a mais velha se recusa a dar sua benção para a união, já que eles se conhecem há apenas poucas horas. As duas então começam a discutir e os poderes de Elsa são revelados. Em pânico, ela foge de Arendelle e sem querer congela todo o reino e os condena a um inverno eterno.

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Anna sai à procura da irmã e no meio do caminho esbarra em Kristoff (Jonathan Groff), um jovem vendedor de gelo que a ajuda a achar o lugar onde Elsa se isolou de todos. Enquanto procuram por pistas, o casal encontra Olaf (Josh Gad), um boneco de neve (que adora abraços quentinhos <3) criado pela mais velha. Quando os três chegam a Montanha do Norte, eles encontram um castelo de gelo construído por Elsa. Anna tenta convencer a irmã a voltar para Arendelle e ajudar acabar com o inverno, porém a mais velha se nega e fala que não tem ideia de como acabar com a maldição e durante outra discussão, Elsa fica agitada e sem querer atinge o coração da irmã.

Após serem expulsos do castelo, Kristoff percebe que há algo de errado com Anna e a leva até os trolls. O mesmo chefe que a salvou quando ela era uma criança informa que o coração da menina foi congelado e que ele nada pode fazer, mas que há uma solução. O coração pode ser descongelado com um ato de amor antes que a jovem seja congelada para sempre. Kristoff e Olaf então a levam de volta para Arendelle para que ela receba um beijo do Príncipe Hans. Mas nem tudo são flores e muita coisa acaba não dando certo.

Film Review Frozen

Frozen é o 53º filme animado produzido pela Disney e ele está no meu top 10 de filmes do estúdio. Ele não tem toda aquela fórmula de a princesa conhece o príncipe algo de ruim acontece, mas eles vencem as adversidades e no fim ficam juntos. Não, a história central é mesmo a das irmãs e como elas conseguem se manter tão unidas mesmo tão distantes. É muito bonito ver que elas são capazes de fazer o que for preciso para que a outra fique bem.

Todos os personagens de Frozen são cativantes e isso faz com que o filme ganhe mais pontos. Impossível não rir da relação de Kristoff com a sua rena, Sven. Os momentos em que os dois estão “conversando” são hilários. Olaf é o boneco de neve mais fofo do mundo, como não amar uma criatura que se apresenta já falando que adora abraços quentinhos? Anna é a típica adolescente que está atrás do amor eterno e Elsa é a adolescente entrando na vida adulta com medo do que o futuro pode trazer. Até o Príncipe Hans que é um mala consegue ser cativante em alguns momentos.

A trilha sonora do filme é maravilhosa e a música principal de Frozen, “Let It Go”, é interpretada pela Idina Menzel, que já interpretou a Bruxa Má do Oeste, Elphaba, em Wicked na Broadway e fez algumas participações na série Glee. A música, inclusive, está concorrendo ao Oscar de Canção Original e o filme está concorrendo ao de Melhor Animação. Aliás, super recomendo a todos a procurarem as músicas do filme do Youtube, mas a versão original, porque a dublada é bem ruinzinha. Procurem por “In Summer” e vocês passarão a vida cantando.

Já assistiram Frozen e querem construir um boneco de neve?

Espero que gostem do filme. Até semana que vem.

Beijos.