Johnny Depp é sempre um convite irresistível para assistir a um filme. Não só pelo charme, mas pelo histórico de excelentes atuações ao longo de sua carreira. E o post de hoje eu dedico a ele, relatando a história de dois de seus filmes que eu acredito não serem tão bem conhecidos quanto seus sucessos Edward, mãos de tesoura e Piratas do Caribe. Eu sou uma grande fã do Johnny e já vi a maioria de seus filmes, até hoje não conheci um que me decepcionasse. Minhas escolhas para hoje são: Chocolate e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça.

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Chocolat (2000)

Johnny Deep e Chocolate? Em minha opinião é uma combinação perfeita!

O filme Chocolate é um ótimo filme que combina Johnny Depp, Chocolate e Interior da França. Juliette Binoche é a protagonista, cujo desempenho lhe rendeu uma indicação ao Oscar. O filme ainda levou outras quatro indicações ao prêmio da Academia. O que chamou a atenção foram as atuações, com destaque para Judi Dench e Lena Olin.

Chocolate

Lansquenet-Sous-Tannes é uma cidadezinha no interior da França, igualzinha a qualquer outra cidadezinha do interior de qualquer outro país cristão. O padre é a engrenagem que mantém o hábito religioso de meia dúzia de carolas e de uma população conservadora, de ombros curvados, oprimidos pelas suas obrigações espirituais. Em contrapartida, existem os forasteiros, os ciganos e os excluídos.

Vianne Rocher não é uma mulher como as outras. Mãe solteira, ela chega com sua filha de seis anos a essa pequena cidade, Lansquenet-sous-Tannes, no interior da França durante o período da Quaresma. Ela choca os locais ao abrir uma chocolataria durante esse período religioso e se envolve em outras polêmicas, como se relacionar com o charmoso cigano Roux (Depp). A mulher acaba por conquistar a confiança da população local com suas delícias feitas de chocolate. Logo o ceticismo inicial transforma-se em uma calorosa recepção.

É um filme bem tranquilo, no estilo sessão da tarde, e eu recomendo que você assista com chocolate em mãos para não passar vontade! O filme inteiro é um desfile de bombons, bolos, panquecas… Uma variedade enorme com chocolate envolvido!

Chocolate é a prova que um bom romance não precisa de histórias megalomaníacas ou dramas arrebatadores. Contemplativa, intimista e mística, a britânica Joanne Harris tem na vivacidade da sua obra seu principal triunfo. Todos os doces são saborosos, todos os personagens são reais, todos os dramas e mistérios são ritmados na velocidade exata.

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Sleepy Hollow (1999)

Esse sem dúvidas é um dos meus filmes preferidos do Johnny, além de ser dirigido pelo Tim Burton. Uma das melhores parcerias, em minha opinião. A história é uma adaptação para o cinema vagamente baseado no conto de 1820 de Washington Irvin.

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A trama se passa em 1799 onde uma série de crimes envolvendo inocentes acontece no pequeno vilarejo de Sleepy Hollow. O investigador Ichabod Crane então é enviado ao condado para desvendar os assassinatos misteriosos, onde todas as vítimas são encontradas decapitadas. Para desvendar o caso, Ichabod Crane, logo ao chegar ao local, depara-se com a suspeita de que o assassino seja, na verdade, o fantasma de um sanguinolento guerreiro morto há muitos anos, próximo à região. Ichabod não acredita na crença popular até testemunhar um dos assassinatos. Empenhado a solucionar o caso,  Ichabod passa a usar os seus métodos para descobrir se existe uma ligação entre o assassino e suas vítimas e acaba descobrindo uma trama que envolve a família mais influente da cidade, os Van Tassel, por cuja filha, Katrina, Ichabod acaba se apaixonando. Crane tem freqüentes pesadelos com a morte de sua mãe, torturada na Donzela de Ferro.

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Produzido por Tim Burton, o filme tem uma fotografia linda e bem sombria e ótimos efeitos especiais, comparado ao baixo orçamento da produção. As atuações são excelentes, Johnny Deep faz um protagonista perfeito em contraponto como o Cavaleiro Sem Cabeça, interpretado por Christopher Walken. Christina Ricci interpreta a doce Katrina.

Tentando homenagear antigos filmes ingleses de terror, Burton constrói um filme único à sua maneira ao combinar horror, investigação e aventura com doses de sobrenatural e romance. Cabe dizer ainda que o filme apresenta de forma clara uma crítica ao modo como os ricos e influentes conseguiam suas terras naquela época, roubando dos pobres e registrando tudo em nome de suas famílias, com a ajuda de autoridades corruptas. Outro ponto interessante é saber o que acontece com a mãe de Ichabod, o que ajuda a entender um pouco o seu lado cético.

Espero que vocês tenham gostado das minhas dicas dessa quinta-feira, pessoal. Até semana que vem 🙂

Beijinhos!