Ao visitar uma farmácia para comprar um cosmético ou maquiagem você com certeza já se deparou com rótulos recheados com uma lista de nomes estranhos e impossíveis de entender. Estes nomes indicam quais são os ingredientes que compõem aquele produto. O problema é que algumas dessas substâncias encontradas nos cosméticos podem causar sérios problemas a nossa saúde, além de serem agressivas para nossa pele, sendo melhor então evitar produtos formulados com estes ativos. 😉

 

Confira abaixo 6 ingredientes presentes em produtos de beleza que você deve evitar!

– Parabenos: Muito utilizados pela indústria cosmética e farmacêutica por serem baratos e fáceis de serem incorporados nas fórmulas, sendo então encontrados em filtros solares, loções, shampoos, maquiagens, medicamentos e até em alimentos, os parabenos são conservantes que servem para preservar e prolongar a validade dos produtos, pois os protegem contra o crescimento de fungos e bactérias. Porém, estudos alegam que a substância pode causar alergias e danos à saúde, estando relacionada inclusive ao desenvolvimento do câncer. Mas ainda são necessárias comprovações cientificas sobre os males que os parabenos podem causar e o ingrediente ainda é considerado como seguro pela ANVISA quando utilizado dentro da dosagem utilizada, que é 0,8 de parabenos na formulação.

– Ftalatos: Os ftalatos são produtos químicos geralmente utilizados em produtos cosméticos para ajudar cores e fragrâncias a fixarem melhor e durarem mais tempo. Dessa forma, são frequentemente encontrados em perfumes, esmaltes, sprays de cabelo, antitranspirantes, desodorantes e hidratantes, além de adesivos, produtos automotivos e plásticos. Assim como os parabenos, as consequências do uso de ftalatos ainda não estão claras. Porém, estudos indicam que o ingrediente pode causar danos ao fígado, rins e pulmões, anormalidades no sistema reprodutivo, alterações hormonais e até mesmo câncer.

– Sulfato: O Lauril Sulfato de Sódio (SLS) são surfactantes frequentemente utilizados para proporcionar poder de limpeza elevado e muita espuma, sendo muito usado em shampoos, pasta de dentes e produtos de limpeza corporal. O problema é que, de acordo com o pesquisador, o sulfato pode desestruturar a barreira cutânea, responsável por proteger a pele e por manter a água no tecido, tornando a pele ressecada e, com o tempo, irritada, avermelhada e inflamada, principalmente em idosos, crianças e pessoas possuem peles sensíveis. Nos cabelos, a substância ainda pode tornar os fios secos, ásperos e quebradiços, além de favorecer o aumento da oleosidade e o surgimento de caspa.

– Polietilenoglicol: O polietilenoglicol é um ingrediente utilizado como emulsionante ou solvente nos cosméticos e permite que outros ativos e substância tenham uma melhor penetração quando aplicados na pele, aumentando então sua eficácia. Porém, o polietilenoglicol presente nos cosméticos é frequentemente contaminado com outras substâncias de potencial cancerígeno, como o óxido de etileno, além de por si só causar reações alérgicas e eczema.

– Fragrâncias: As fragrâncias presentes em perfumes e produtos cosméticos tópicos são uma das principais causas de alergias na pele, conhecidas como dermatites de contato. Dermatites de contato são reações alérgicas e inflamatórias da pele causadas pela exposição do paciente a algum princípio ativo ou substância a qual ele tem sensibilidade. Apesar de não serem contagiosas, as dermatites podem atingir o corpo todo, causando irritação, vermelhidão e descamação na pele. O recomendado então é sempre preferir produtos livres de fragrâncias ou sem perfume ou então optar por produtos mais naturais e menos sintéticos ou hipoalergênicos.

– Óleo Mineral: Muito utilizado pelas empresas fabricantes de cosméticos no lugar dos óleos vegetais, devido ao seu baixo custo e por ser menos oxidativo e alergênico, o óleo mineral é um ativo oclusivo, ou seja, impede a evaporação excessiva de água pela pele, sendo então frequentemente utilizados em produtos hidratantes. O problema é que, além de manter a pele hidratada apenas até ser retirado por não atuar em nenhuma das causas da pele seca, o óleo mineral é uma substância comedogênica, ou seja, pode obstruir os poros, facilitando o aparecimento de cravos. O ingrediente também é um vilão para o meio ambiente, pois é proveniente de uma fonte não renovável, isto é, que um dia vai se esgotar.

Como identificar – Para identificar os componentes citados acima, a parte que mais devemos nos atentar é a composição do produto, ou seja, quais ingredientes estão presentes na fórmula daquele cosmético. Porém, a lista de ingredientes é sem dúvida uma das coisas mais difíceis de se entender em um rótulo. Isso acontece porque a nomenclatura dos ingredientes segue uma série de regras específicas adotadas mundialmente chamadas de INCI Name (International Nomenclature of Cosmetic Ingredients).

O INCI utiliza um sistema internacional de codificação para todos os ingredientes presentes nos produtos e tem como finalidade simplificar a identificação dos componentes. Enquanto algumas nomenclaturas são mais fáceis de serem entendidas, como a da ureia que aparece nos rótulos como Urea, outras são mais complicadas, como a Vitamina E cujo INCI Name é Tocopheryl Acetate. Além disso, os ingredientes ainda obedecem a uma ordem decrescente de concentração no produto. Ou seja, os primeiros compostos que aparecem na lista de ingredientes são os que estão em maior quantidade e os últimos são os que estão em menor quantidade.

Fonte: Isabel Piatti

Recebi essa matéria super legal por e-mail, e tive que compartilhar! Você sabia disso?