Eu li: Felicidade Crônica

Depois de um período sabático, hoje trago uma ótima leitura pra você começar nessas férias! Enfrentei um período ruim porque comecei a ler um livro que eu havia comprado e infelizmente ele não me agradou 🙁 . Daí, olhei na minha estante e tinha o Felicidade Crônica, da Martha Medeiros de bobeira por lá foi ele mesmo que sacudiu a poeira e me motivou a continuar a minha lista nada pequena de leituras para este ano.

“Sou virgem de helicóptero, Jack Daniels, revólver, análise, transa em elevador, LSD, Harley-Davidson, cirurgia, rafting, show do Neil Young, siso e passeata. A virgindade existencial nos acompanha até o fim dos nossos dias, especialmente no último, pois somos todos castos frente à morte, nossa derradeira experiência inédita” página 22

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Já falei mas repito sou fã de carteirinha da Martha Medeiros, suas crônicas são verdadeiras, únicas e cheias de sabedoria a cada livro lido eu sinto que ganho aprendizado, viajo por outras culturas, sentimentos, amores e conheço novos livros e filmes. Em Felicidade Crônica a autora expõe textos sobre vários temas de nossa vida e nossa realidade como curtir a vida, amor-próprio, viagens e andanças, família e outros afetos.

“O mundo quer que a gente fique horas no telefone, torrando dinheiro. Quer que a gente case logo e compre um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que a gente ande na moda, que a gente troque de carro, que a gente tenha boa aparência e estoure o cartão de crédito. ” página 168

Ela abre a boca e não mede esforços e fala sobre tudo desejos satisfeitos, como levar uma vida interessante, ser virgem, emoção x adrenalina, admitir o fracasso, diversão de adulto, a mesa da cozinha, pais e filhas, mulheres na pressão, o mundo não é maternal, viajar para dentro e traz uma perspectiva realista e profunda a respeito de todos esses assuntos que cercam nossa vida diariamente.

“Viajar é transportar-se sem muita bagagem para melhor receber o que as andanças têm a oferecer. Viajar é despir-se de si mesmo, dos hábitos cotidianos, das reações previsíveis, da rotina imutável, e renascer virgem e curioso, aberto ao que lhe vai ser ensinado.” página 219

Pra quem não sabe este livro faz parte dos 20 anos de crônica da autora, dentro dele você vai encontrar textos (repetidos) de outros livros como Montanha Russa, Coisas da Vida, Doidas e Santas (já fiz resenhas deles aqui no blog!) entre outros. Além disso, esta coleção é composta por mais dois livros o Liberdade Crônica e Paixão Crônica que eu ainda não li, mas quero pra já! 😀

Vocês já leram Martha Medeiros? Gostam de crônicas?

Eu li: Doidas e Santas

Finalizei na última semana (enrolei horrores, eu sei!) o livro da minha escritora favorita Martha Medeiros. Vocês que acompanham o blog há anos sabe muito bem que eu já compartilhei vários livros dela por aqui e este não será o último, hahaha. Gosto de variar no gênero da leitura, comecei o ano com romance policial, crônicas e o próximo e história (farei resenha no blog, tá?). Acho essencial manter essa tradição, assim você abre o seu campo e conhece novas formas de pensar, vocabulário, cultura e como cada enredo é escrito.

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Doidas e Santas – 200 páginas – Martha Medeiros

“Cinema te recupera um pouco dessa esquizofrenia. Pode ser que você cochile em alguns momentos, se for muito ligado em filme de ação. Mas vá. Nem que seja pra resgatar o belo e descansar de tanto barulho.” página 60

Voltando ao Doidas e Santas é um livro repleto de textos bem escritos com muito bom humor, sabedoria e ensinamento. Cheio de boas dicas de livros, lugares para conhecer, casamento, divórcio, solidão, cultura, amor, escolhas, divergências de opiniões e gostos e mudanças que fazem bem pra gente. Os livros da Martha sempre me fazem refletir sobre decisões na minha vida e principalmente pensamentos de loucura que a gente têm de vez em quando, quem nunca? 😛

“Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.” página 137

A leitura flui muito bem e sempre viciante, porque as crônicas são curtas, dinâmicas e identificáveis. Me emocionei em vários textos do livro e com certeza aprendi como a vida é dura e precisamos ser fortes pra dar conta de tudo!

“A saudade não tem nada de trivial. Interfere em nossa vida de um modo às vezes sereno, ás vezes não. É um sentimento bem-vindo, pois confirma o valor de quem é ou foi importante para nós, e é ao mesmo tempo um sentimento incômodo, porque acusa a ausência, e os ausentes sempre nos doem.” página 152

E você, é doida ou santa? Já leram algum livro da autora?