Finalizei na última semana (enrolei horrores, eu sei!) o livro da minha escritora favorita Martha Medeiros. Vocês que acompanham o blog há anos sabe muito bem que eu já compartilhei vários livros dela por aqui e este não será o último, hahaha. Gosto de variar no gênero da leitura, comecei o ano com romance policial, crônicas e o próximo e história (farei resenha no blog, tá?). Acho essencial manter essa tradição, assim você abre o seu campo e conhece novas formas de pensar, vocabulário, cultura e como cada enredo é escrito.

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Doidas e Santas – 200 páginas – Martha Medeiros

“Cinema te recupera um pouco dessa esquizofrenia. Pode ser que você cochile em alguns momentos, se for muito ligado em filme de ação. Mas vá. Nem que seja pra resgatar o belo e descansar de tanto barulho.” página 60

Voltando ao Doidas e Santas é um livro repleto de textos bem escritos com muito bom humor, sabedoria e ensinamento. Cheio de boas dicas de livros, lugares para conhecer, casamento, divórcio, solidão, cultura, amor, escolhas, divergências de opiniões e gostos e mudanças que fazem bem pra gente. Os livros da Martha sempre me fazem refletir sobre decisões na minha vida e principalmente pensamentos de loucura que a gente têm de vez em quando, quem nunca? 😛

“Boa parte dos brasileiros acredita que o país está melhorando, enquanto que a outra perdeu totalmente a esperança. Alguns celebram a tecnologia como um fator evolutivo da sociedade, outros lamentam que as relações humanas estejam tão frias. Uns enxergam nossa cultura estagnada, outros aplaudem a crescente diversidade. Cada um gruda o nariz na sua janela, na sua própria paisagem.” página 137

A leitura flui muito bem e sempre viciante, porque as crônicas são curtas, dinâmicas e identificáveis. Me emocionei em vários textos do livro e com certeza aprendi como a vida é dura e precisamos ser fortes pra dar conta de tudo!

“A saudade não tem nada de trivial. Interfere em nossa vida de um modo às vezes sereno, ás vezes não. É um sentimento bem-vindo, pois confirma o valor de quem é ou foi importante para nós, e é ao mesmo tempo um sentimento incômodo, porque acusa a ausência, e os ausentes sempre nos doem.” página 152

E você, é doida ou santa? Já leram algum livro da autora?