Olá pessoal, como estão? Mesmo durante esse período de férias os dias estão corridos. Mas hoje eu vou direto ao ponto. O filme de hoje é um dos que eu mais estava esperando o lançamento, por motivos de: Benedict Cumberbatch. Como uma boa fã de Sherlock eu comecei a acompanhar o trabalho dele e não podia deixar esse filme de fora. O Jogo da Imitação (The Imitation Game, 2014) é baseado em fatos reais e conta a história do pioneiro da computação, Alan Turing.

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Em 1939 quando a Grã Bretanha declara guerra contra a Alemanha, o governo britânico monta uma equipe secreta para quebrar o Enigma, a máquina geradora de códigos que os alemães usavam para enviar mensagens aos submarinos. Um dos integrantes é o jovem Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático especialista em criptografia completamente focado em seu trabalho e com sérios problemas em se relacionar com as pessoas a sua volta. Com a aprovação de Winston Churchill, o primeiro-ministro da época, Turing logo se torna o líder da equipe.

O plano do matemático é construir uma máquina que calcula todas as possibilidades de codificação do Enigma em até 18 horas, de forma que o exército inglês receba todas as mensagens enviadas antes que a Enigma mude sua execução. Depois de alguns anos trabalhando em conjunto com a sua equipe, em especial com Joan Clarke (Keira Knightley), eles conseguem fazer “Christopher” (nome dado por Turing a máquina) fazer funcionar decodificando todas as mensagens alemãs. Entretanto, eles têm que tomar cuidado para que o exército alemão não descubra sobre a máquina e Turing tem que cuidar para que ninguém descubra sua homossexualidade, que era considerado crime na época.

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Vou confessar que não sabia nada sobre Alan Turing até assistir esse filme e fiquei bem impressionada ao saber que a máquina que ele criou conseguiu diminuir a Segunda Guerra Mundial em dois anos. Inclusive eu e uns amigos conversamos um pouco sobre “o jogo da imitação”, a teoria criada por Turing que dá nome ao filme e que questiona se as máquinas são capazes de pensar da mesma forma que um humano. O que vocês acham?

Benedict Cumberbatch entrega mais uma atuação impecável e a indicação dele ao Oscar de Melhor Ator é muito justa. É difícil não se emocionar com toda a trajetória de Turing na ciência e como o “herói de guerra” terminou. Eu sou suspeita para falar da Keira Knightley então vou apenas registrar que ela está uma linda no filme e que eu adorei ela como a única mulher da equipe e enfrentando o preconceito de ser uma cientista mulher.

O Jogo da Imitação está concorrendo a oito Oscars. Entre eles, além de Melhor Filme, ele também foi indicado em Melhor Ator, para Benedict Cumberbatch e Atriz Coadjuvante para Keira Knightley.

Alguém já assistiu O Jogo da Imitação? O que achou?

Semana que vem tem mais e em dose dupla.

Beijos

Para assistir: Sherlock

Olá pessoal, como estão? Ano passado – mais exatamente em agosto – eu fiz um post sobre duas séries britânicas que eu pretendia começar a assistir algum dia e bom, esse dia chegou para uma delas. Há algumas semanas eu fiz uma maratona intensiva de Sherlock e olha, não estou decepcionada. Acho, inclusive, que estou ficando bem chata. Conheço uma série nova e só consigo falar dela por semanas, fico parecendo uma lunática. Enfim, espero que gostem.

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Sherlock conta as histórias do famoso detetive e residente do apartamento 221B na Baker Street, Sherlock Holmes. Ao contrario dos contos de Sir Arthur Conan Doyle, ela não se passa na Era Vitoriana e sim nos dias de hoje, com direito a Sherlock gastando bastante dinheiro em táxi. A história se inicia nos apresentando o Dr. John Watson (Martin Freeman), um ex-combatente da Guerra do Afeganistão – que servia como médico no exército britânico – que após se ferir é forçado a voltar para Londres. Devido ao trauma sofrido Watson passa a ter que usar uma bengala e desenvolve um caso de depressão e encontra-se desempregado e sem condições de pagar um aluguel sozinho. Durante um breve passeio, ele reencontra um amigo que diz conhecer um homem que está à procura de alguém para dividir um apartamento na cidade. Esse homem é ninguém mais do que Sherlock Holmes (Benedict Cumberbatch), um detetive excêntrico a quem Scotland Yard recorre quando aparecem casos mais complicados. John então se muda para Baker Street e no decorrer do tempo começam a trabalhar juntos.

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Além de excêntrico, Sherlock é considerado arrogante e talvez até maluco por todos que o conhecem e pouco parecem gastar de sua personalidade forte, visto que o detetive consegue desvendar a vida das pessoas apenas observando e fazendo algumas deduções, que em alguns momentos podem ser bem inconvenientes.

A série encerrou a sua terceira temporada em janeiro e cada uma conta com três telefilmes de 90 minutos cada. Os episódios de Sherlock são todos adaptados e baseados nos contos escritos por Conan Doyle, tanto que o primeiro episódio da série é uma adaptação do “A Study in Scarlet” (Um Estudo em Vermelho), o primeiro romance com o detetive. E no terceiro e último episódio da temporada conhecemos o mais inimigo de Holmes, Jim Moriarty (Andrew Scott).

Sherlock: A Study In Pink

A série já se mostra interessante apenas por contar as aventuras do icônico Sherlock Holmes, porém essa não é a única coisa que atrai. A química de Cumberbacth e Freeman em cena é ótima. Não consigo mais imaginar outros atores interpretando a dupla. Confesso que também amo a atuação de Mark Gatiss, que além de ser um dos idealizadores da série e um dos principais roteiristas, faz o papel de Mycroft Holmes o irmão mais velho do detetive. É hilária a relação dos dois, pois mostra que mesmo depois de velhos eles ainda competem para saber quem é o mais inteligente. Já que estou falando de atuação não posso deixar de falar do Andrew Scott na pele de Jim Moriarty, ele é um autêntico psicopata e a frieza dele me assusta em alguns momentos. Outra coisa interessante é o modo como as deduções e as SMS’s recebidas são apresentadas para o público. Tudo o que Sherlock observa nas pessoas e as mensagens de texto são exibidas na tela para o espectador acompanhar os pensamentos de Holmes e visualizar as conversas que os personagens têm através de mensagens de celular.

Sempre que eu indico Sherlock para alguém a primeira coisa que eu aviso é para não se apegar muito, pois a série não é como as outras, suas temporadas costumam ter hiatus bem longos. A terceira temporada levou dois anos para ter a sua estreia. Inclusive Steven Moffat, um dos produtores, já informou que a próxima temporada pode sair apenas em 2016, pois as agendas de Cumberbatch e Freeman estão bem lotadas, visto que os dois estão envolvidos nas gravações do último filme de “O Hobbit”, além de já terem outros projetos para o futuro.

Espero que gostem da série, ela vale muito a pena. Alguém já assiste a série e também está sofrendo por saber que talvez tenha que esperar por dois anos depois do final cretino da terceira temporada?

Beijos.