Se eu pudesse adicionar um filme na lista de indicados ao Oscar deste ano, eu teria colocado Animais Noturnos. Assisti ele tem um tempinho e só lembrei agora que eu tinha esquecido completamente de falar pra vocês aqui no blog. É um filme inteligente e muito interessante, envolve mistério, histórias e tem atores de peso no elenco e é basicamente isso que motivou eu assisti-lo. ??

O longa gira em torno de Susan (Amy Adams) uma artista de sucesso, casada, tem uma filha e um dia recebe um livro misterioso escrito pelo ex-marido. A cena de introdução do filme serve visivelmente para chamar atenção, pois mostra mulheres acima do peso nuas e dançando, na verdade são mulheres com muito excesso de pele e peso, usadas na exposição da galeria de Susan, mostrando seu sucesso, algo que não existia quando estava com seu primeiro marido, o escritor Edward (Jake Gyllenhaal).

À medida em que Susan vai lendo o livro, vamos vendo cenas de flashbacks com o casal, mostrando os motivos que levaram a separação e o quanto a protagonista o considerava fraco. No livro, Tony (Jake Gyllenhaal) é um homem que estava viajando à noite com sua mulher e filha, numa estrada deserta e são encurralados por três homens. Todo suspense e angustia que a família vive traz a sensação de desespero e sufoco. O que acontece na estrada marca para sempre a vida de Tony, que depois de muito tempo ainda conta com a ajuda do Xerife local para buscar pelos homens daquela noite.

Aos poucos entendemos como a vida de Susan é vazia. Toda expectativa é construída para uma possível mesclas de histórias paralelas: a do livro e da vida de Susan, mas as histórias não se intercalam como gostaríamos. Outro ponto marcante do filme que é possível perceber, Susan é rodeada por poucas cores, numa estética que dialoga com o vazio de sua vida, sem emoção. As poucas cores que aparecem são escuras e também combinam com sua personagem. Conforme Susan vai lendo a história de Tony, começa a entender que fez escolhas erradas na vida.

Confira o trailer:

Excelente atuação de Amy e Jake, a fotografia do filme é extremamente precisa em suas cores e foco, acho que Tom Ford fez um ótimo trabalho por trás disso. É um filme para quem realmente ama cinema, pois envolve suspense, thriller psicológico criado de uma forma que nos prende do começo ao fim. ??

Já assistiram?

Sessão Pipoca: Inferno

No meu último final de semana, dei uma passadinha no cinema para assistir Inferno, adaptação do livro de Dan Brown. A história lembra bastante O Código da Vinci, no qual o personagem do Tom Hanks se envolve mais uma vez numa trama cheia de mistérios históricos e obras. Não cheguei a ler os livros, mas gosto bastante da proposta da história, é inteligente e interessante. 😉

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O longa se passa em Florença, na Itália novamente Robert Langdon (Tom Hanks) o professor de simbologia de Harvard desperta em um hospital, com um ferimento na cabeça provocado por um tiro de raspão. Robert acorda assustado e confuso e lá é tratado por Sienna Brooks (Felicity Jones), uma médica que o conheceu quando ainda era criança. Langdon não consegue se lembrar de nada do que aconteceu nas últimas 48 horas, nem mesmo o porque de estar em Florença. De repente, ele é atacado por uma mulher misteriosa e, com a ajuda de Sienna, escapa do local.

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Langdon percebe que em seu paletó está um frasco lacrado, que pode ser aberto apenas com sua impressão digital. Nele, há um artefato misterioso que dá início a uma busca incessante através do universo de Dante Alighieri, autor de “A Divina Comédia“, de forma a que possa entender não apenas o que aconteceu, e o porque de ser perseguido.

Como mencionei, o filme é interessante do começo ao fim e acaba nos arrastando para um mundo angustiante cheio de obras literárias e misteriosas da história. Tom Hanks como sempre dá vida ao personagem e contracena muito bem com Felicity Jones. A fotografia é simplesmente maravilhosa, assim como o cenário principal do filme Florença.

Confira o trailer:

E você, assistiu?